Homem é indiciado por maus-tratos a animais em Adamantina

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Fonte: G1

Conclusão da investigação policial

A Polícia Civil de Adamantina, no interior de São Paulo, concluiu nesta terça-feira (29) o inquérito que apurou denúncias de maus-tratos contra animais. Um homem de 62 anos foi formalmente indiciado após agentes encontrarem animais mortos e mutilados no quintal de seu imóvel. O caso, que gerou forte comoção, teve início a partir de vídeos compartilhados por moradores, nos quais o suspeito aparece agredindo um cachorro.

Detalhes da perícia e condições encontradas

Durante a diligência realizada no dia 4 de setembro, a equipe policial encontrou diversos animais em condições precárias. A perícia da Polícia Científica confirmou a existência de maus-tratos, identificando três filhotes de cães com as caudas mutiladas sem assistência profissional ou medicamentos. Além disso, foram localizados quatro filhotes enterrados no terreno e diversas aves, incluindo um galo amarrado. Relatórios veterinários apontaram infecções e sinais claros de negligência.

Evidências contra o investigado

Em seu depoimento, o homem admitiu ter agredido um cão com uma corda, justificando a ação como uma reação a uma mordida. Embora tenha tentado atribuir a mutilação dos filhotes a terceiros, depoimentos de testemunhas contradisseram sua versão, apontando-o como o responsável direto pelas práticas. Diante do quadro, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito.

O pedido de prisão preventiva considerou a gravidade concreta dos fatos e o risco de reiteração delitiva, visto que existem outros procedimentos envolvendo suspeitas semelhantes contra o mesmo investigado, incluindo casos com um cavalo e uma porca.

Você sabe como denunciar situações de abuso contra animais? Casos de maus-tratos podem ser comunicados pelos telefones 197 (Polícia Civil) ou 190 (Polícia Militar). Além disso, a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA) permite registros anônimos pela internet, sendo uma ferramenta essencial para a fiscalização.

Próximos passos judiciais

Apesar da robustez das provas — que incluem perícia criminal, relatórios veterinários e material audiovisual — a polícia não realizou a prisão em flagrante no momento da diligência, pois não havia evidências de que os atos ocorriam naquele exato instante. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. O indiciamento, que enquadra o suspeito na Lei de Crimes Ambientais, representa uma etapa investigativa, cabendo à Justiça determinar as sanções penais cabíveis após a análise definitiva do caso.

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