Weverton Rocha pede ao STF apuração sobre vazamento de foto de celular

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Fonte: O GLOBO

Investigação sobre vazamento de dados

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, a adoção de medidas rigorosas após a divulgação de uma foto pessoal extraída de seu aparelho celular. O dispositivo, que contém registros privados do parlamentar, encontra-se sob custódia da Polícia Federal desde dezembro de 2025, no contexto das investigações sobre desvios no INSS.

A indicação nominal do delegado que preside o feito não é acusação de autoria direta — é consequência da sua posição de responsável pela guarda do acervo de onde o material saiu.

A imagem em questão, publicada pela revista piauí, mostra o senador em um momento de lazer, em 2023, ao lado de diversas figuras políticas em um rancho na região de Brasília. O parlamentar busca identificar como os dados, que deveriam estar protegidos por sigilo sob responsabilidade policial, foram acessados e entregues à imprensa.

Pedidos à Corte e instâncias de controle

Na petição encaminhada ao gabinete de André Mendonça, a defesa de Weverton Rocha exige a preservação integral dos registros de acesso ao material apreendido. Além da identificação dos servidores que tiveram contato com o conteúdo, o parlamentar requer:

  • Apuração sobre possível violação de sigilo funcional;
  • Encaminhamento do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR);
  • Notificação à Corregedoria-Geral da Polícia Federal para procedimento disciplinar.

O senador, que atua como vice-líder do governo Lula, reforçou que a medida visa garantir a integridade da custódia das provas. Enquanto a investigação sobre o vazamento avança, o gabinete do ministro Mendonça também realiza um pente fino na situação dos investigados pelo caso INSS, avaliando pedidos de flexibilização de medidas restritivas para aqueles que, embora citados nas apurações, não constam na lista final de indiciados pela Polícia Federal.

Desdobramentos do caso INSS

A análise de possíveis revisões de prisões pelo STF pode beneficiar investigados que não foram indiciados formalmente, embora a medida não deva contemplar figuras centrais dos inquéritos sobre fraudes nas confederações rurais. Até que ponto a responsabilidade pela guarda de provas sigilosas será efetivamente apurada pelas corregedorias competentes? O desenrolar deste pedido definirá novos contornos para o sigilo das investigações em curso.

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