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Fonte: Valor Econômico
Financiamento de campanhas eleitorais em 2026
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que, até o dia 25 de agosto, quatro bilionários brasileiros destinaram um total de R$ 4,05 milhões para campanhas eleitorais. A análise, realizada em mais de 10 mil doações declaradas desde o final de julho, destaca o papel de grandes empresários e investidores no cenário político nacional, com foco especial nas corridas estaduais e federais.
O movimento reforça a importância das doações de pessoa física no financiamento das chapas majoritárias. Como o financiamento privado impacta a estratégia dos partidos nas urnas? A resposta pode ser observada na distribuição dos recursos, que revela preferências claras dos doadores em relação aos projetos políticos apresentados por candidatos ao governo e ao legislativo.
Distribuição de recursos pelos irmãos Grendene
Liderando a lista de doadores, Alexandre Grendene Bartelle contribuiu com R$ 3 milhões. O cofundador da empresa de calçados destinou R$ 500 mil para a campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará e R$ 2,5 milhões para Luciano Zucco (PL), que disputa o governo do Rio Grande do Sul. Seu irmão, Pedro Grendene Bartelle, adicionou R$ 700 mil ao montante, distribuídos entre a campanha de Ciro Gomes e a candidatura de Fabiano Feltrin (PL) a deputado estadual.
Enquanto os irmãos concentram parte de seus recursos em nomes ligados ao PSDB e PL, outros setores do empresariado também marcam presença. No Ceará, por exemplo, o atual governador Elmano de Freitas (PT) recebeu R$ 1 milhão de sócios da empresa Aço Cearense, demonstrando uma disputa acirrada por apoio financeiro entre os principais candidatos ao Executivo estadual.
O perfil dos doadores da elite econômica
Além do setor industrial, o setor financeiro e artístico também se faz presente. Walter Moreira Salles Junior, herdeiro da fortuna do Itaú Unibanco, contribuiu com R$ 300 mil para diversos candidatos, incluindo o neto de Rubens Paiva, que concorre a deputado federal sob o nome Chico Rubens Paiva. O cineasta também direcionou verbas para as candidaturas de Manuela D'Ávila (PSOL), Abidan Henrique da Silva (PSB) e Vilma Maria dos Santos Reis (PT).
Movimentações estratégicas
- Alexandre Grendene Bartelle: R$ 3 milhões
- Pedro Grendene Bartelle: R$ 700 mil
- Walter Moreira Salles Junior: R$ 300 mil
- João Moreira Salles: R$ 50 mil
O apoio financeiro, que soma R$ 4,05 milhões até o momento, reflete não apenas o poderio econômico dos envolvidos, mas também as conexões políticas cultivadas entre o setor privado e as legendas partidárias. Com as campanhas ganhando tração, a expectativa é que novas declarações de bens e doações sejam registradas no sistema da Justiça Eleitoral nas próximas semanas.