
Fonte: Sindicato dos Bancários
Nova proposta em debate
Após uma rodada de negociações que se estendeu pela madrugada desta quinta-feira (17), a Caixa Econômica Federal apresentou uma nova proposta aos seus empregados, em meio à greve nacional da categoria iniciada no último dia 10. O texto contempla pontos cruciais de impasse, com destaque para a sustentabilidade do plano Saúde Caixa e ajustes no modelo de remuneração variável. A oferta será submetida à apreciação dos trabalhadores em assembleias virtuais agendadas para a próxima segunda-feira (21).
Avanços no Saúde Caixa
Um dos pilares da negociação envolve a ampliação da participação financeira da empresa no plano de saúde. A Caixa propôs elevar o teto de custeio dos atuais 6,5% para 9% da folha de pagamento, a partir de 2027. A proposta assegura a manutenção do pacto intergeracional e o modelo solidário, sem a implementação de cobranças por faixa etária. Adicionalmente, foi mantida a isenção de coparticipação na telemedicina e a redução dos valores de coparticipação para consultas em pronto atendimento.
A ampliação da participação da Caixa de 6,5% para 9% é um avanço importante, pois representa um aumento recorrente de cerca de R$ 900 milhões, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.
Para o ano de 2026, a instituição assumirá o déficit do plano, garantindo que não haja reajuste nas mensalidades para os beneficiários.
Mudanças no Super Caixa e premiações
O programa Super Caixa passará por alterações estruturais, incluindo a individualização de indicadores para o segundo semestre de 2026, evitando a penalização coletiva de unidades. A habilitação inicial para a premiação foi ampliada de 25% para 50%, facilitando o alcance dos objetivos. Além disso, a empresa confirmou a manutenção do prêmio extraordinário de R$ 3 mil, decorrente do atingimento de metas operacionais.
Compensação de horas e próximos passos
Em relação à paralisação, a proposta define que o dia 20 de agosto será abonado, enquanto os demais dias úteis de greve deverão ser compensados em até 180 dias. A efetivação de pagamentos como a PLR e o abono extraordinário está condicionada à aprovação do acordo até o dia 21 de setembro. Será que este novo pacote de medidas será suficiente para encerrar o movimento grevista? O cenário atual reflete uma mudança significativa na governança do plano de saúde, que permanece como ponto central da pauta sindical. As assembleias, que ocorrerão das 11h às 18h, definirão os próximos passos dos bancários da estatal.
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