Julgamento à revelia sela destino do ex-ditador sírio
O ex-líder sírio Bashar al-Assad foi condenado à morte por um tribunal na Síria nesta terça-feira (11), após um julgamento realizado à revelia. O veredito declarou o ex-presidente culpado por uma série de crimes, incluindo homicídio premeditado e intencional, tortura e prisões arbitrárias, ocorridos durante os quase 14 anos de guerra civil no país. A sentença marca a primeira condenação formal contra Assad desde sua deposição em dezembro de 2024, quando o controle de sua família sobre a nação foi encerrado por uma ofensiva rebelde.
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Fonte: O GLOBO
Vida em Moscou entre o luxo e o exílio
Enquanto enfrenta o peso da lei em seu país natal, Assad mantém uma rotina de discrição e conforto em Moscou, na Rússia, para onde fugiu durante a queda de seu governo. Segundo relatos da imprensa internacional, o ex-ditador e seus familiares residem em uma área nobre da capital russa, especificamente no complexo residencial conhecido como Cidade de Capitais. Investigações indicam que parentes do ex-líder desembolsaram cerca de US$ 40 milhões em unidades imobiliárias entre 2013 e 2019. A segurança da família permanece sob responsabilidade do Serviço Federal de Segurança (FSB) russo.
Contrastes e perspectivas políticas
A presença de Assad na capital russa ocorre sob silêncio diplomático, sem registros de encontros públicos com Vladimir Putin. Paralelamente, o novo governo sírio liderado por Ahmed al-Sharaa tem buscado aproximação com Moscou e outras potências globais para consolidar a legitimidade do atual regime. Como o ex-líder ocupa seu tempo entre jogos eletrônicos e passeios, o dinheiro vivo acumulado antes da fuga, estimado em centenas de milhões de dólares, teria sido utilizado para manter esse padrão de vida e honrar compromissos financeiros. O caso levanta questões sobre o futuro das relações entre a Síria e seus parceiros internacionais, enquanto a figura de Assad permanece como um símbolo de um período brutal da história do Oriente Médio.