Comportamento dos preços em julho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,07% em julho de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE. O resultado foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que apresentou elevação de 0,99%. Em contrapartida, o setor de Alimentos e Bebidas exibiu uma queda de 0,67%, aliviando o custo de vida no domicílio.
A alimentação no domicílio recuou 1,14% em julho, enquanto os preços das refeições fora de casa subiram 0,55% no mesmo período.
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Fonte: G1
Variações entre produtos
A queda no grupo de alimentos foi puxada pela redução expressiva nos preços de itens básicos. Entre os produtos que mais baratearam, destacam-se o tomate (-29,09%) e a batata-inglesa (-19,59%). Por outro lado, a inflação de serviços de alimentação fora de casa acelerou, com destaque para o aumento no custo dos lanches, que passaram de 0,13% em junho para 0,76% em julho.
Lista de destaques:
- Altas: Leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%).
- Quedas: Cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%).
Cenário macroeconômico e política monetária
Apesar da desaceleração no índice corrente, o Banco Central mantém cautela. Em sua última Ata, a autoridade monetária evitou sinalizar novos cortes na taxa Selic, preferindo monitorar a volatilidade econômica. A taxa em 12 meses recuou para 4,44%, retornando ao intervalo de tolerância da meta, embora as projeções para o final do ano ainda apontem para 5,1%. Diante deste cenário, seria possível vislumbrar uma inflação negativa em agosto? A política monetária permanece focada no horizonte de 2028, buscando o equilíbrio entre o controle de preços e a desaceleração da atividade econômica observada nos indicadores recentes.