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Fonte: Valor Econômico
Polêmica sobre uso de aeronave de ex-banqueiro
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), está no centro de uma controvérsia após revelações sobre o uso de um jato executivo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em janeiro de 2025, o parlamentar viajou da Flórida, nos Estados Unidos, a Brasília utilizando a aeronave, o que gerou duras críticas de seus adversários políticos em meio à corrida eleitoral. A polêmica foi amplificada por acusações de que a viagem teria ocorrido em troca de favores e influências.
Quem tem teto de vidro não pode jogar pedra nos outros, Flávio. Voar no jato do Vorcaro, receber dinheiro e jantar com quem lesou milhões de aposentados não é coincidência, é cumplicidade.
A declaração, feita pelo candidato Ronaldo Caiado (PSD), sintetiza a pressão sobre o senador, que também é questionado pelo financiamento de R$ 130 milhões para o filme Dark Horse. O candidato do Missão, Renan Santos, reforçou as críticas durante sua campanha em Piracicaba (SP), classificando os recursos como propina. Flávio Bolsonaro, por sua vez, ironizou as acusações nas redes sociais, afirmando que, à época da viagem, a aeronave pertencia ao advogado Willer Tomaz.
Conexões com investigações da Polícia Federal
O papel de Willer Tomaz e o Banco Master
O advogado Willer Tomaz, que acompanhou o senador no voo, é figura conhecida em investigações da Polícia Federal. Ele foi alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias no INSS. A aeronave em questão, um Legacy 650, também foi utilizada em agosto de 2025 pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. O uso do mesmo jato por figuras de espectros políticos distintos tem sido explorado como combustível para o debate público.
- Flávio Bolsonaro nega irregularidades e minimiza a associação com Vorcaro.
- Willer Tomaz afirma que não conhece o ex-banqueiro e que a venda de cotas do jato ocorreu sem sua anuência.
- Investigações da PF apontam movimentações financeiras suspeitas envolvendo o advogado e o senador Weverton Rocha (PDT-MA).
Será que essa sequência de revelações terá impacto real na decisão do eleitorado em 2026? A campanha de Flávio Bolsonaro, coordenada por Rogério Marinho, mantém a postura de que os fatos não prejudicarão sua candidatura. Enquanto isso, o cenário político brasileiro segue tensionado, com acusações cruzadas envolvendo o Banco Master e o financiamento de campanhas e projetos audiovisuais, consolidando um ambiente de alta incerteza para o pleito presidencial.
📰 Conteúdo baseado em fontes verificadas
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