
Fonte: G1
A eficácia das estratégias de combate à corrupção nas propostas dos candidatos ao Governo da Paraíba tornou-se foco de um debate crítico nesta reta final das eleições. Uma análise realizada pela Transparência Internacional – Brasil, a pedido da CBN Paraíba, revelou que, embora os planos de governo dos candidatos Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL) e Lucas Ribeiro (PP) mencionem medidas de transparência, há uma notável ausência de compromissos concretos e diretos sobre o enfrentamento à corrupção.
Ausência de medidas estratégicas nos planos
O levantamento, que utilizou dados cadastrados no Tribunal Superior Eleitoral, aponta que nenhum dos três postulantes ao cargo cita expressamente o combate à corrupção em seus planos oficiais. Renato Morgado, gerente de programas da entidade, ressalta que temas sensíveis e cruciais para a integridade administrativa foram ignorados. Entre as lacunas identificadas, destacam-se a falta de diretrizes sobre:
- Emendas parlamentares e sua rastreabilidade;
- Políticas de prevenção a conflitos de interesse;
- Gestão da ética pública;
- Transparência ativa na agenda oficial de autoridades.
Morgado alerta que as emendas parlamentares, pelo seu crescimento exponencial nos orçamentos estaduais, carregam riscos elevados que exigem mecanismos de controle robustos, os quais não foram detalhados pelos candidatos.
O cenário atual de transparência
Atualmente, a Paraíba detém 60 pontos em um índice de 100 no ranking de transparência da instituição. O especialista enfatiza que cerca de um terço dos indicadores avaliados ainda necessita de melhorias urgentes. Questiona-se: como o eleitor poderá fiscalizar o cumprimento das promessas sem compromissos claros e mensuráveis?
O eleitor, na definição de seu voto, cobra dos candidatos compromissos críveis, especialmente no campo da transparência, da fiscalização e do controle, e sobretudo na proteção do dinheiro público, afirmou o cientista político Murilo Medeiros.
Apesar das omissões apontadas, os candidatos apresentam iniciativas isoladas, como a criação de sistemas de integridade e o fortalecimento de controladorias. Contudo, para especialistas, a agenda de integridade deve ser transversal e não apenas uma promessa genérica de campanha. A conclusão é que o período eleitoral ainda oferece uma oportunidade para que os postulantes detalhem como pretendem elevar os padrões éticos e operacionais do próximo governo estadual.
📰 Conteúdo baseado em fontes verificadas
📚 Leia também
- Lobista e ex-secretário trocam mensagens sobre verba da saúde de Goiânia
- Consumidores terão alívio na conta de luz com bandeira verde em outubro
- Mega-Sena acumula novamente e prêmio chega a R$ 52 milhões
- BC e Banco Central Europeu avaliam interligação entre Pix e TIPS
- Votar nas eleições vale como Prova de Vida automática do INSS