Pesquisas na Turquia investigam se formação geológica seria a Arca de Noé

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Fonte: CNN Brasil

Investigação geofísica na Formação Durupınar

Uma equipe multidisciplinar iniciou, em 2026, um mapeamento detalhado da Formação Durupınar, localizada no distrito de Doğubayazıt, na Turquia. A estrutura, que possui 157 metros de comprimento e um formato característico semelhante ao de uma embarcação, tem sido objeto de estudo por décadas devido à sua associação histórica e bíblica com a Arca de Noé. Sob a direção do Prof. Dr. Cenker Atila, da Universidade Sivas Cumhuriyet, o projeto utiliza tecnologias avançadas como georradar (GPR), tomografia de resistividade elétrica (ERT) e tecnologia LiDAR para analisar o subsolo sem a necessidade de escavações invasivas imediatas.

Tecnologia revela anomalias subsuperficiais

Os levantamentos realizados até o momento detectaram a presença de estruturas internas com ângulos retos e compartimentos que, segundo os pesquisadores, divergem de uma formação puramente rochosa. Imagens de radar indicaram a existência de cavidades e corredores a cerca de 7 a 9 metros de profundidade. Além disso, análises laboratoriais de amostras de solo coletadas na região apontaram uma concentração de matéria orgânica significativamente superior no interior da estrutura em comparação com as áreas externas adjacentes.

Acredito firmemente que a Formação Durupinar representa os restos enterrados da Arca de Noé, afirmou Andrew Jones, fundador do projeto Noah's Ark Scans.

Desafios científicos e interpretações geológicas

Enquanto parte da equipe sustenta que os padrões observados indicam uma origem artificial, a comunidade geológica acadêmica mantém uma postura cautelosa. Estudos publicados no Bulletin of Engineering Geology and the Environment sugerem que o formato singular da estrutura pode ser o resultado de um grande bloco de calcário que deslizou sobre camadas de solo mais frágeis, sofrendo processos de erosão ao longo de milênios. Críticos apontam que radares podem gerar leituras interpretativas sensíveis à composição mineral da terra, como argila e pedras comuns.

Perspectivas para os próximos anos

O projeto segue em fase de análise de dados e testes de perfuração. A equipe responsável planeja a utilização de robôs para capturar imagens mais precisas do subsolo e aguarda os resultados detalhados das mil amostras de solo enviadas para laboratórios. Será que estamos diante de uma descoberta histórica ou de um fenômeno geológico raro? Independentemente da conclusão, os métodos de mapeamento 3D aplicados à região representam um avanço técnico na investigação arqueológica moderna, com a publicação dos resultados completos prevista para 2027.

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