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Fonte: G1
Aliança liderada pelos EUA mira facções brasileiras
Países que compõem a coalizão Escudo das Américas assinaram nesta terça-feira (22) um acordo para designar facções criminosas, incluindo o PCC e o Comando Vermelho, como "ameaças compartilhadas". A medida, articulada pelo governo de Donald Trump, prevê a aplicação de sanções rigorosas contra 24 organizações identificadas como narcoterroristas transnacionais. O bloco, que não conta com a participação do Brasil, busca implementar ações coordenadas de combate ao crime organizado no continente.
Medidas e sanções previstas
O documento estabelece uma série de restrições para integrantes, associados e apoiadores desses grupos. Entre as medidas acordadas estão o congelamento de ativos financeiros, além de limitações severas para imigração e emissão de vistos. A coalizão também planeja acionar mecanismos do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tratado do Rio) para viabilizar resoluções que facilitem a ação coletiva contra o narcotráfico. A responsabilidade criminal poderá se estender a indivíduos que forneçam qualquer suporte logístico ou material a essas organizações.
Contexto e divergências diplomáticas
A iniciativa é vista por especialistas como um desdobramento da denominada "Doutrina Donroe", que visa manter a influência norte-americana nas Américas. Durante a Assembleia Geral da ONU, Donald Trump comparou cartéis de drogas ao Estado Islâmico, defendendo o uso das Forças Armadas para neutralizar ameaças. Por outro lado, o governo brasileiro mantém sua posição contrária à rotulagem de terrorismo para facções criminosas. O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, ressaltou anteriormente que tais grupos focam em crimes comuns e lavagem de dinheiro, sem pautas ideológicas.
Expansão e objetivos estratégicos
- A coalizão foca em três pilares: Econômico, Segurança e Coordenação Multilateral.
- Países como Colômbia, Equador e Paraguai já autorizaram o estacionamento de tropas americanas.
- A aliança utiliza o compartilhamento de inteligência para operações militares conjuntas.
Como a dinâmica regional será afetada por essa divisão política? Enquanto o bloco busca reforçar a primazia dos EUA, o Brasil reafirma o compromisso com o multilateralismo e a não interferência. A eficácia das sanções dependerá da adesão e da capacidade operacional de cada membro frente à complexidade das redes criminosas que atravessam fronteiras nacionais.
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