Desenrola 3.0: Governo Federal mira renegociar R$ 150 bi em dívidas

Imagem da notícia - O GLOBO

Fonte: O GLOBO

Novo programa de renegociação prevê leilão de dívidas

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o lançamento do Desenrola 3.0, uma iniciativa estratégica voltada a combater o superendividamento das famílias brasileiras. A proposta visa liquidar até R$ 150 bilhões em débitos, utilizando um mecanismo inédito onde a União adquire carteiras de dívidas bancárias e não bancárias com descontos expressivos, que devem ser repassados integralmente aos devedores. Para financiar a operação, o governo reservou até R$ 15 bilhões, previstos nos Orçamentos de 2027 e 2028.

Estamos propondo nessa nova modalidade do programa que o Estado entre comprando essas dívidas e alcance 50% do total dessas dívidas bancárias. É muito forte, muito potente para que essas famílias possam recomeçar.

A iniciativa, que complementa outras medidas de controle de crédito, foca em operações com valor original de até R$ 10 mil, inadimplidas entre dois anos e quatro anos e meio. O cronograma de execução tem início em novembro de 2026 com o primeiro leilão, focado em dívidas de cartão de crédito e crédito pessoal, seguido por etapas que incluirão débitos de varejo e serviços básicos, como água e luz. Estima-se que até 15 milhões de pessoas possam ser beneficiadas pelo programa.

Fiscalização de crédito e fim das apostas virtuais

Além do Desenrola 3.0, o governo federal intensificou o monitoramento sobre os mecanismos de concessão de crédito. O presidente Lula destacou a necessidade de fiscalizar a operação do Pix e do cartão de crédito, visando coibir práticas que facilitam o endividamento desenfreado. Paralelamente, o Executivo publicou uma Medida Provisória que proíbe as plataformas de apostas online, as chamadas bets, no território nacional, apontando-as como um dos fatores sociais que agravam a situação financeira das famílias.

Detalhes da operacionalização

  • Primeiro lote de leilões: Focado em cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação.
  • Gestão: Possível participação da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil através de FIDC.
  • Benefício: Os descontos obtidos no leilão serão repassados integralmente ao cidadão.

Como o governo pretende assegurar que o auxílio chegue de fato às camadas mais vulneráveis da população? Com a publicação da medida provisória oficializada em 25 de setembro de 2026, o governo entra em uma fase de transição regulatória e financeira. A homologação das propostas está prevista para janeiro de 2027, sendo que o início do repasse dos descontos e a quitação efetiva dos débitos devem ocorrer a partir de fevereiro do mesmo ano. A medida reflete um esforço conjunto para reduzir o comprometimento da renda doméstica e estabilizar a economia familiar no país.

Postagem Anterior Próxima Postagem