O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, anunciou nesta segunda-feira (10) um aporte de R$ 1,3 milhão destinado ao fortalecimento do setor aquícola em Santarém, no oeste do Pará. O recurso será aplicado em assistência técnica, extensão rural e pesquisa para o desenvolvimento da atividade na região. O anúncio ocorreu durante a participação do ministro em um workshop da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizado pela primeira vez no distrito de Alter do Chão.
Investimento Estratégico e Produção Regional
O foco principal do investimento é o fomento ao cultivo de espécies nativas, como o tambaqui e o pirarucu, que possuem alto valor produtivo e comercial na bacia amazônica. Atualmente, o estado do Pará conta com 1,4 mil aquicultores e a produção de pescado em cativeiro atingiu a marca de 52 mil toneladas, superando, pela primeira vez, os volumes registrados pela pesca extrativa local.

Fonte: www.gov.br
Atualmente, a aquicultura brasileira alcança cerca de 882,3 mil toneladas anuais, superando a produção da pesca extrativa. Esses números indicam a participação crescente da atividade na segurança alimentar e no desenvolvimento regional, ressaltou Edipo Araujo.
Sustentabilidade e Perspectivas Econômicas
Durante os debates, o ministro ressaltou que a preservação ambiental é um pilar indissociável do crescimento do setor. Segundo o governo, a redução de mais de 50% no desmatamento na Amazônia tem sido fundamental para a manutenção dos estoques pesqueiros naturais. "Floresta em pé significa abundância de pescado", pontuou o ministro.
Facilidades para o Produtor
- Pronaf Azul: linha de crédito para aquicultores familiares com taxa de 0,5% ao ano.
- Programa Desenrola Rural: alternativa para a regularização financeira de profissionais.
- Expansão de mercado: o governo projeta reabrir o comércio de pescado com o Reino Unido e a União Europeia, mercados fechados desde 2018.
Além das agendas oficiais em Alter do Chão, a comitiva do MPA incluiu visitas técnicas ao Instituto Federal do Pará (IFPA) e diálogos na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). A iniciativa reforça a cooperação técnica entre órgãos federais para consolidar a aquicultura sustentável como um motor econômico central para o estado e para o país.