CBV proíbe mulheres trans no vôlei e exige teste genético SRY

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Fonte: Poder360

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta-feira (14.ago.2026) uma mudança profunda em suas diretrizes de elegibilidade para competições femininas. A partir de agora, a participação está restrita a atletas do sexo biológico feminino, sendo exigida a realização do teste do gene SRY para comprovação. A nova política, que visa alinhar o esporte nacional aos parâmetros do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), revoga a regra anterior que permitia a inclusão de atletas trans mediante controle hormonal.

Entenda o critério do gene SRY

O exame de triagem SRY investiga a presença do cromossomo Y no DNA, determinante para o desenvolvimento masculino. A norma estabelece que atletas com resultado SRY-negativo são elegíveis para a categoria feminina, enquanto o resultado positivo impede a participação, salvo em casos de condições específicas como a Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa. Conforme divulgado pela CBV, a testagem terá caráter vitalício e será aplicada de forma impessoal e universal.

Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais.

O presidente da entidade, Radamés Lattari, enfatizou que a decisão equipara os campeonatos brasileiros às competições internacionais. A medida impacta diretamente jogadoras trans, como Tifanny Abreu, do Osasco, que pode ficar impedida de atuar na Superliga nas próximas temporadas. A nova política entra em vigor imediatamente para as competições do calendário 2026/2027.

Aspectos logísticos e punitivos

Sobre a execução da normativa, a CBV definiu diretrizes claras para evitar fraudes:

  • Custos do exame: Responsabilidade das atletas ou clubes, exceto em convocações para a seleção brasileira.
  • Integridade: Punições disciplinares, cíveis e criminais para casos de adulteração de amostras ou fraude.
  • Privacidade: Proteção rigorosa dos dados médicos coletados durante o processo.

Será que essa mudança definitiva alterará a dinâmica competitiva das quadras brasileiras? A implementação do teste genético marca um novo capítulo na gestão esportiva nacional, pautando o debate entre inclusão e critérios biológicos na alta performance.

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