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Fonte: Pipeline
Reestruturação financeira da petroquímica
A Braskem protocolou, nesta segunda-feira (24), um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de reestruturar uma dívida total de US$ 10 bilhões. A medida, que ocorre após intensas negociações com credores durante o último fim de semana, visa alongar o perfil de vencimento de suas obrigações financeiras. A empresa, agora controlada pela IG4 Capital e pela Petrobras, buscou a proteção legal para viabilizar um turnaround operacional necessário para a companhia.
Prazos e negociações com credores
Com o novo protocolo, a Braskem garante um período adicional de 90 dias de proteção contra cobranças judiciais. Este intervalo é fundamental para que a petroquímica finalize um plano de reestruturação com a adesão necessária de seus credores. O passivo da empresa é composto majoritariamente por bondholders, que detêm US$ 7 bilhões do montante total em discussão. A companhia busca alternativas como períodos de carência e extensões de prazo, evitando, até o momento, a necessidade de um haircut (perda no valor de face da dívida).
A companhia pretende reestruturar toda a dívida financeira, incluindo títulos emitidos no mercado de capitais e linhas de crédito stand-by, visando a sustentabilidade de longo prazo das operações.
Contexto da decisão estratégica
A iniciativa de recuperação extrajudicial é vista pelo mercado como uma forma de evitar os desgastes prolongados dos processos judiciais tradicionais. Anteriormente, a empresa havia obtido uma proteção temporária de 60 dias, que expirou exatamente na data do novo protocolo. Vale ressaltar que a subsidiária mexicana, Braskem Idesa, já havia iniciado um processo paralelo nos Estados Unidos, sob a modalidade de Chapter 11, contando com o apoio de credores estratégicos.
Desdobramentos operacionais e mercado
A gestão da Braskem passou por mudanças significativas este ano, com a saída da Novonor (antiga Odebrecht) e a ascensão da nova estrutura de controle. Além dos desafios financeiros, a empresa enfrentou inadimplências pontuais em juros de títulos externos nos últimos meses. Seria este o caminho definitivo para a estabilidade da petroquímica? O desfecho das negociações nos próximos três meses será decisivo para a confiança dos investidores e para o futuro operacional do grupo, que busca alinhar suas obrigações à realidade do mercado atual.
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