O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, registrou uma alta de 0,67% em abril de 2026. Apesar da desaceleração em relação aos 0,88% observados em março, o aumento foi impulsionado principalmente pelos grupos Alimentação e bebidas e Saúde e cuidados pessoais. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Fonte: G1
Impacto nos Grupos de Despesa
O grupo Alimentação e bebidas, com um aumento de 1,34%, foi o que exerceu a maior pressão sobre o IPCA de abril, contribuindo com 0,29 ponto percentual. Já o grupo Saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,16%, adicionou 0,16 ponto percentual ao índice. Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por aproximadamente dois terços da inflação no mês.
Outros grupos também apresentaram variações significativas:
- Habitação: 0,63%
- Artigos de residência: 0,65%
- Vestuário: 0,52%
- Transportes: 0,06%
- Despesas pessoais: 0,35%
- Educação: 0,06%
- Comunicação: 0,57%
Alimentos: Vilões da Inflação
Dentro do grupo Alimentação e bebidas, os preços dos alimentos consumidos no domicílio registraram um aumento de 1,64%. Alguns itens se destacaram com altas expressivas:
- Cenoura: +26,63%
- Leite longa vida: +13,66%
- Cebola: +11,76%
- Tomate: +6,13%
- Carnes: +1,59%
Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda nos preços, como café moído (-2,30%) e frango em pedaços (-2,14%). A alimentação fora do domicílio também subiu, com alta de 0,59%, refletindo o aumento nos preços de lanches (0,71%) e refeições (0,54%).
Saúde e Cuidados Pessoais: Medicamentos Mais Caros
O aumento no grupo Saúde e cuidados pessoais foi influenciado principalmente pelos produtos farmacêuticos, que ficaram 1,77% mais caros após a autorização para reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril. Artigos de higiene pessoal, como perfumes, também contribuíram para a alta, com um aumento de 1,57%.
INPC Também Apresenta Aumento
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também registrou alta, com variação de 0,81% em abril, segundo o IBGE. No acumulado do ano, o INPC apresenta alta de 2,70% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 4,11%, superando os 3,77% dos 12 meses anteriores.
Impacto Regional
Entre os índices regionais, a maior variação do INPC foi observada em São Luís (1,16%), influenciada pelo aumento do gás de botijão (7,03%) e dos artigos de higiene pessoal (2,23%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,09%), devido à queda nos preços das passagens aéreas (-10,88%) e do ônibus urbano (-6,58%).
O que esperar?
Apesar da desaceleração em abril, a inflação ainda preocupa, principalmente devido à pressão dos alimentos e dos medicamentos. O cenário de restrição de oferta de alguns alimentos e o aumento dos custos de produção, como no caso do leite, podem continuar impactando os preços nos próximos meses. Acompanhar a evolução do IPCA e do INPC é fundamental para entender o impacto da inflação no poder de compra da população e nas decisões de política econômica. Especialistas do setor econômico seguem monitorando de perto os dados para prever os próximos passos da economia brasileira.