O Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul, está planejando uma expansão ambiciosa no Jockey Club, com a substituição do saibro por quadra dura. A mudança, motivada pela reorganização do calendário da ATP e pela entrada da Arábia Saudita no circuito, visa atrair jogadores de ponta e fortalecer o torneio no cenário internacional.
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Fonte: O Globo
Mudança Estratégica para Atrair Top 10
A principal motivação por trás da mudança para a quadra dura é atrair tenistas do top 10 do ranking mundial. O saibro, tradicional no Rio Open, acaba interrompendo a sequência de preparação dos jogadores entre o Australian Open e a temporada de quadras duras no México e nos Estados Unidos. A reorganização do calendário da ATP, com a possível inclusão de um Masters 1000 na Arábia Saudita, criou uma oportunidade para o Rio Open se reposicionar.
Nova Arena e Possível Mudança de Data
A expansão no Jockey Club inclui a construção de uma nova arena central com capacidade para 10 mil pessoas. Além disso, a organização do torneio está em negociação com a ATP para um possível remanejamento das datas, com outubro ou novembro sendo as opções consideradas. A presença do presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, no Rio Open demonstra a importância do torneio para o circuito sul-americano.
O Impacto da Arábia Saudita no Calendário da ATP
A introdução do Masters 1000 da Arábia Saudita, provavelmente a partir de 2028, está remodelando o calendário do tênis. A tendência é que o torneio saudita seja disputado em fevereiro, concentrando as principais competições do Oriente Médio nesse mês. Essa mudança abre espaço para que o Rio Open encontre uma nova data e se torne mais atrativo para os jogadores. Segundo Lui Carvalho, diretor esportivo do Rio Open, a organização do torneio está buscando uma solução que beneficie tanto o evento carioca quanto o circuito sul-americano.
“Eles enxergam a América do Sul como um mercado de potencial alto, não vão fazer nenhum movimento que vá nos atrapalhar. Eles não colocariam o Rio Open ou a América do Sul contra a Arábia Saudita.” - Lui Carvalho, diretor esportivo do Rio Open
A Opinião dos Jogadores
A mudança para a quadra dura também encontra apoio entre os jogadores. Nos bastidores, grandes nomes do tênis já manifestaram interesse em incluir o Rio Open em seus calendários caso a mudança de piso seja concretizada. João Fonseca, jovem promessa do tênis brasileiro, é um dos defensores da mudança.
“Falo com muitos jogadores que gostariam de jogar no Brasil. Mas é difícil, pois o tour está predominante na quadra rápida. A mudança de piso é essencial para o crescimento.” - João Fonseca
A troca pode significar um futuro line-up com tenistas desejados como Ben Shelton, Stefanos Tsitsipas e até mesmo Jannik Sinner.
Rio Open: Vitrine de Novos Talentos
Mantendo sua tradição, o Rio Open continua a ser uma vitrine para jovens talentos do tênis. Nesta edição de 2026, o torneio oferece a Luis Augusto Miguel, o Gutão, a oportunidade de disputar sua primeira chave principal de um torneio ATP. Aos 16 anos, Gutão segue os passos de nomes como Felix Auger-Aliassime, Carlos Alcaraz e o próprio João Fonseca, que tiveram suas primeiras chances no Rio Open. A ESPN Brasil destaca que o torneio tem se orgulhado de impulsionar jovens carreiras. Gutão fará sua estreia contra o lituano Vilius Gaubas.
Expectativas para o Futuro
Com a expansão no Jockey Club, a mudança para a quadra dura e a possível readequação das datas, o Rio Open busca se consolidar como um dos principais torneios de tênis do mundo. A organização do evento espera que as mudanças atraiam jogadores de ponta, aumentem o público e fortaleçam o tênis na América do Sul. A expectativa é que o anúncio da expansão seja feito ao fim desta edição, com o projeto sendo implementado para o ano que vem. A reorganização do calendário da ATP e a entrada da Arábia Saudita no circuito criaram uma janela de oportunidade para o Rio Open se reinventar e se tornar ainda mais relevante no cenário internacional.