A última noite dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 foi marcada por homenagens a ícones do carnaval e viagens culturais ao Recife e a Cuba. As escolas Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Grande Rio e Salgueiro encantaram o público na Marquês de Sapucaí na Terça-Feira Gorda, dia 17 de fevereiro.
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Fonte: G1
Paraíso do Tuiuti e a Ancestralidade Afro-Cubana
A Paraíso do Tuiuti abriu a noite com o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, mergulhando na ancestralidade e religiosidade afro-cubana. A escola explorou a origem do axé e do oráculo de Ifá na tradição iorubá, a chegada dos iorubás escravizados a Cuba, a resistência dos lucumis contra a escravidão, e a conexão espiritual entre Cuba e Brasil. O samba-enredo, de autoria de Claudio Russo, Gustavo Clarão e Luiz Antonio Simas, e interpretado por Pixulé, exaltou a cultura lucumi e a sabedoria do Ifá. O desfile buscou destacar a importância da espiritualidade e das tradições afro-brasileira e afro-cubana, ressaltando a ligação cultural entre os povos latino-americanos e a herança africana que molda suas identidades.
Vila Isabel Exalta Heitor dos Prazeres
Em seguida, a Unidos de Vila Isabel homenageou o multiartista Heitor dos Prazeres com o enredo “Macumbembê, samborembá: sonhei que um sambista sonhou a África”. A escola celebrou a vida e a obra de Heitor dos Prazeres, explorando a relação entre macumba e samba como origem comum da cultura popular negra carioca, a formação de Heitor na Pequena África, e sua atuação como sambista, compositor, pintor e cronista visual da cultura popular. O samba-enredo, de autoria de Andre Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho, e interpretado por Tinga, destacou a ancestralidade do samba e a África reinventada na avenida pela Vila Isabel.
Grande Rio e o Manguebeat
A Acadêmicos do Grande Rio trouxe para a Sapucaí o enredo “A nação do mangue”, celebrando o Manguebeat, movimento cultural surgido nas periferias de Recife. A escola retratou a ressignificação do mangue como símbolo de fertilidade, resistência e potência criativa, a influência do manifesto “Caranguejos com Cérebro”, a liderança de Chico Science, e a mistura de tradições nordestinas com rock, hip-hop e música eletrônica. O samba-enredo, de autoria de Ailson Picanço, Marquinho Paloma, Davison Wendel, Xande Pieroni, Marcelo Moraes e Guga Martins, e interpretado por Evandro Malandro, exaltou a cultura popular do Recife e a conexão simbólica entre Recife e Duque de Caxias.
Salgueiro e o Mundo Inventivo de Rosa Magalhães
Encerrando a noite, o Acadêmicos do Salgueiro homenageou a carnavalesca Rosa Magalhães com o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”. A escola fez uma viagem pelos contos de fadas, lendas e personagens fantásticos que ganharam vida na Avenida, celebrando o Brasil retratado por artistas viajantes e a construção da identidade brasileira por meio da literatura, das artes e dos movimentos culturais. O samba-enredo, de autoria de Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel e outros, e interpretado por Igor Sorriso, consagrou Rosa como mestra da folia e afirmou o legado da artista.
O que esperar do futuro?
A última noite dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 reafirmou a força do carnaval carioca como expressão cultural e artística. As escolas apresentaram enredos ricos e diversificados, que celebraram a história, a cultura e a identidade brasileira. As homenagens a ícones como Heitor dos Prazeres e Rosa Magalhães, e as viagens culturais ao Recife e a Cuba, mostraram a capacidade do carnaval de conectar diferentes realidades e de promover o diálogo entre culturas. A diversidade temática e a qualidade das apresentações prometem aquecer o debate sobre os resultados e as expectativas para os próximos carnavais. Qual escola irá levar o título de campeã em 2026? Aguardemos ansiosamente!
📰 Conteúdo baseado em fontes verificadas
🤖Conteúdo gerado com IA • 17/02/2026 • Fontes verificadas
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