O segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, realizado na Marquês de Sapucaí, foi marcado pelo brilho e elegância das rainhas de bateria e musas das escolas de samba. Os figurinos e performances das personalidades atraíram todos os olhares, consolidando o espetáculo como um dos pontos altos do Carnaval carioca de 2026. As escolas apresentaram temas variados, desde homenagens a figuras históricas até celebrações da cultura afro-brasileira.
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Fonte: G1
Destaques da Noite
A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu a noite com Fabíola de Andrade à frente de sua bateria. A influenciadora, que ocupa o posto desde 2024, desfilou com garra e samba no pé. Erika Schneider também marcou presença na escola, abrilhantando ainda mais o desfile. Patrícia Parada, musa da Mocidade, representou a censura em sua fantasia, causando impacto visual.
Em seguida, a Beija-Flor de Nilópolis, atual campeã, trouxe Lorena Raissa como rainha de bateria. A jovem, que estreou no Carnaval em 2023, demonstrou samba no pé e carisma. A atriz Giovanna Lancellotti também desfilou pela escola, somando beleza e talento ao espetáculo.
Retornos e Estreias
Um dos momentos mais aguardados da noite foi o retorno de Juliana Paes à Unidos do Viradouro após 17 anos. A atriz, que já reinou à frente da bateria da escola entre 2004 e 2008, confessou ter tido receios em aceitar o convite devido à idade. Sua fantasia homenageou todas as rainhas de Mestre Ciça. Juliana mostrou que a experiência e o amor pela escola são ingredientes fundamentais para um desfile memorável.
A Unidos da Tijuca apresentou uma novidade: a influenciadora Mileide Mihaile como rainha de bateria. A escola não teve uma rainha no ano anterior em homenagem a Lexa, que vivia o luto da perda de sua filha.
O Que Faz Uma Rainha de Bateria?
Mestres de bateria de diversas escolas compartilharam suas opiniões sobre o papel da rainha de bateria. Para alguns, como Mestre Lolo da Imperatriz Leopoldinense, sambar corretamente é fundamental. Já Ciça, da Viradouro, enfatiza a importância de não atrapalhar a bateria. Vitinho, da Portela, defende que a rainha pode fazer tudo, sendo a majestade que apresenta e protege os ritmistas. Marcão, do Paraíso do Tuiuti, ressalta que o samba no pé é crucial e defende que as rainhas de bateria deveriam ser julgadas para valorizar o talento acima da visibilidade e do dinheiro.
O mestre da Mocidade Independente, Dudu, resume o papel da rainha como "fechamento", enfatizando que ela deve ser feliz e participar ativamente da vida da escola. Participar dos ensaios é essencial, como destacaram vários mestres, para que haja entrosamento com a bateria.
Reflexões Sobre o Carnaval
O Carnaval do Rio de Janeiro, mais uma vez, demonstrou sua força e capacidade de emocionar. A combinação de samba, fantasias, e a energia contagiante das rainhas e musas, transformam a Marquês de Sapucaí em um palco de sonhos e celebração da cultura brasileira. A preparação e dedicação de cada componente, desde os ritmistas até as personalidades que desfilam, refletem a paixão e o compromisso com a tradição carnavalesca.