O Carnaval carioca de 2026 foi marcado por fortes emoções e homenagens. Fabíola de Andrade, rainha de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, desfilou na Marquês de Sapucaí lidando com a ausência do marido, Rogério de Andrade, enquanto a escola homenageou Rita Lee, emocionando o público e o viúvo da cantora, Roberto de Carvalho.

Fonte: VEJA
Fabíola de Andrade enfrenta a ausência do marido
Pouco antes de brilhar na avenida, Fabíola de Andrade comentou sobre a prisão do marido, Rogério de Andrade, que está detido desde outubro de 2024 na Penitenciária Federal de Campo Grande, acusado de ser o mandante do assassinato de Fernando Iggnácio. Ela garantiu que a situação não interfere em seu desempenho. “Cada um tem seu brilho e isso jamais vai me apagar. Nada me apaga”, afirmou a rainha de bateria.
Fabíola revelou que mantém contato constante com Rogério. “Posso enviar fotos. São cinco fotos por semana. E vou mostrar depois que tiverem fotos bonitas. Eu sempre tento passar uma energia boa e positividade para ele. Acho que é isso que o deixa firma”, compartilhou.
Homenagem a Rita Lee emociona na Sapucaí
A Mocidade Independente de Padre Miguel escolheu homenagear Rita Lee, a “Padroeira da Liberdade”, com um desfile que celebrou a trajetória, irreverência e importância da cantora para o rock brasileiro. A apresentação percorreu diferentes fases da vida da artista, desde os Mutantes até sua carreira solo.
O toque espacial de Rita Lee
Uma das alas do desfile chamou a atenção por sua referência ao fascínio de Rita Lee por temas espaciais. A cantora, que faleceu em maio de 2023, sempre demonstrou interesse por discos voadores e ufologia, influência de seu pai, Charles Jones, que era entusiasta do assunto. Essa paixão se refletiu em músicas como “Disco Voador”, que explicita a curiosidade da cantora por fenômenos extraterrestres.
“Da minha janela vejo uma luz, brilhando no céu da terra, é azul, é azul, não é avião, não é estrela, aquela é a luz de um disco voador”.
Emoção forte de Roberto de Carvalho
Roberto de Carvalho, viúvo e parceiro musical de Rita Lee, desfilou no último carro alegórico da Mocidade. Ao final da apresentação, já na Apoteose, o músico precisou de atendimento médico devido à forte emoção. Visivelmente abalado com a homenagem, ele foi medicado e liberado pouco depois, mostrando o impacto da lembrança da cantora.
A homenagem a Rita Lee no Carnaval do Rio de Janeiro não apenas celebrou a vida e obra da artista, mas também emocionou profundamente aqueles que a amavam, demonstrando o legado duradouro da "Padroeira da Liberdade" na cultura brasileira. Como será que as homenagens à cantora continuarão a influenciar a arte e o entretenimento nos próximos anos?