A disputa por uma vaga ao Senado em Santa Catarina nas eleições de 2026 ganhou novos contornos. O Partido Liberal (PL) prioriza a aliança com o Progressistas (PP) no estado, o que dificulta a candidatura da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) ao Senado. A decisão, conforme interlocutores, foi comunicada a De Toni pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, durante reunião nesta terça-feira (3). O encontro teve como objetivo reforçar a aliança com o PP, partido liderado por Ciro Nogueira.

Fonte: CNN Brasil
A reação de Caroline De Toni
A notícia pegou a deputada de surpresa. Aliados relataram à CNN Brasil que De Toni interpretou a decisão como um “golpe” e uma “traição”, especialmente considerando o apoio que ela já contava do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). A parlamentar já havia manifestado seu compromisso com o eleitorado catarinense para disputar o Senado e tem se mostrado bem posicionada nas pesquisas.
As propostas de Valdemar Costa Neto
Diante da situação, Valdemar Costa Neto ofereceu alternativas para De Toni, incluindo a vaga de vice-governadora na chapa de Jorginho Mello, que busca a reeleição. No entanto, a proposta foi recusada, visto que o governador já anunciou o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como seu vice. Outra alternativa apresentada foi a reeleição para a Câmara dos Deputados, com a promessa de liderança do PL em 2027, que também foi rejeitada pela deputada.
O impasse e o futuro de De Toni
Com o cenário incerto, De Toni considera seriamente a possibilidade de deixar o PL. Vários partidos já demonstraram interesse em sua filiação, como Novo, PSD, MDB, Podemos, Avante e PRD. Os três últimos, inclusive, ofereceram a presidência estadual do partido. A deputada tem agendada uma reunião com o governador Jorginho Mello para definir os próximos passos.
Jorginho Mello entra em cena
O governador Jorginho Mello, presidente do PL em Santa Catarina, declarou apoio à candidatura de Caroline de Toni ao Senado, contrariando os planos de Valdemar Costa Neto. Mello deseja manter uma chapa pura do PL no estado, com De Toni e Carlos Bolsonaro. Essa posição vai de encontro ao acordo entre Valdemar e Ciro Nogueira, que visa apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC). De Toni e Mello devem se reunir com Valdemar para discutir a indicação do partido para a vaga do Senado.
Acordo PL-PP: O pano de fundo
A movimentação de Valdemar Costa Neto faz parte de um acordo maior entre o PL e o PP, que envolveu também a eleição no Rio Grande do Sul. Recentemente, o PP rompeu com o governador Eduardo Leite (PSD) e anunciou aliança com o PL no estado. O gesto de Valdemar, portanto, visaria a manutenção da aliança estratégica entre os partidos.
Qual o futuro da política em SC?
A definição da chapa para o Senado em Santa Catarina ainda é incerta e promete gerar debates nos bastidores da política local e nacional. A decisão de Caroline De Toni sobre seu futuro partidário e a possível formação de uma chapa pura do PL, com o apoio do governador Jorginho Mello, podem redesenhar o cenário eleitoral no estado.
O que está em jogo?
A disputa pela vaga ao Senado em Santa Catarina expõe tensões internas no PL e a importância das alianças políticas para as eleições de 2026. A decisão final sobre a candidatura de Caroline De Toni terá um impacto significativo no equilíbrio de forças no estado e poderá influenciar o resultado das eleições.