Quase 30 anos após a trágica morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, a memória da banda permanece viva através de homenagens e lembranças de pessoas próximas. Recentemente, a exumação dos corpos dos músicos e a criação de um memorial em Guarulhos trouxeram à tona histórias e objetos que marcaram a trajetória do grupo, incluindo a jaqueta de Dinho encontrada intacta e as memórias de sua ex-namorada, Valeria Zoppello.
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Fonte: O Globo
Valeria Zoppello: Memórias e Superação
Valeria Zoppello, ex-namorada de Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas, hoje com 51 anos, vive longe dos holofotes e dedica-se a um orquidário na Serra. No auge da banda, ela era presença constante ao lado de Dinho, com quem chegou a ficar noiva. Em suas redes sociais, Valeria compartilha memórias do músico, enfatizando que guarda boas lembranças, mas não vive de luto. “Se sou feliz? Claro! Se ainda lembro do Dinho? Óbvio! Se sigo guardando o luto? Com certeza não! O luto deve ter prazo de validade para conseguirmos seguir em frente, que é o que as pessoas que nos amam e partem, nos desejam”, declarou em um post recente.
Valeria mantém uma relação de carinho com Hildebrando, pai de Dinho, a quem considera como um “segundo pai”. Ela frequentemente expressa seu afeto e admiração por ele em suas publicações.
Jaqueta de Dinho Encontrada Intacta
Durante a exumação dos corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas, um fato chamou a atenção: a jaqueta usada por Dinho foi encontrada intacta dentro do túmulo. Segundo Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca Mamonas, a peça estava na gaveta desde o enterro. “A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem”, relatou.
A família planeja tratar e emoldurar a jaqueta para exibi-la no memorial em homenagem à banda. "Foi, para mim, o momento mais impactante de tudo. A jaqueta foi algo inusitado e, por estar em bom estado e não estar junto aos restos mortais, pensamos em mantê-la exposta no memorial", afirmou Jorge Santana.
Memorial Vivo: Uma Homenagem Sustentável
O projeto Memorial Vivo, desenvolvido em parceria entre as famílias dos artistas e o BioParque Cemitério de Guarulhos, prevê o plantio de cinco árvores em homenagem aos músicos. Uma pequena parte dos restos mortais cremados será utilizada no plantio das árvores, simbolizando a continuidade da vida e a memória dos integrantes da banda.
Cada integrante será representado por uma árvore escolhida pelas famílias. As cinzas serão depositadas em urnas biodegradáveis junto às sementes, e o crescimento das plantas será acompanhado digitalmente. As árvores serão plantadas no memorial, cada uma com identificação própria e totens digitais com QR Codes, reunindo fotos, vídeos e histórias da carreira dos músicos.
Espaço Aberto ao Público
O memorial será aberto ao público e terá acesso gratuito. O espaço contará com totens, atividades, QR Codes e um “cantinho Mamonas”. Os túmulos originais serão preservados, e o memorial será um espaço bem cuidado com bancos e locais para os fãs deixarem mensagens.
Um Legado Duradouro
Os Mamonas Assassinas, com seu humor irreverente e músicas que marcaram uma geração, continuam presentes na memória dos fãs. O Memorial Vivo e as lembranças compartilhadas por pessoas próximas, como Valeria Zoppello, garantem que o legado da banda permaneça vivo por muitos anos.
Afinal, como manter viva a memória de um fenômeno cultural que se apagou tão repentinamente?