O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, iniciou uma série de medidas de austeridade, exonerando 459 servidores comissionados e suspendendo novas contratações em secretarias-chave. As ações, divulgadas em 17 de abril de 2026, visam gerar uma economia mensal de R$ 10 milhões e reestruturar a administração estadual em meio a um rombo financeiro estimado em R$ 20 bilhões.
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Fonte: G1
Reestruturação Administrativa e Cortes
As exonerações, publicadas no Diário Oficial, atingem as secretarias da Casa Civil e de Governo. Um levantamento interno indica que cerca de 40% dos 4 mil servidores dessas pastas serão cortados, totalizando aproximadamente 1,6 mil cargos. O governo suspeita que parte desses funcionários são “fantasmas”, que não exercem atividades.
Além dos cortes, o plano de reestruturação inclui a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil, que será comandada pelo procurador do estado Sérgio Pimentel. O governador também suspendeu por 30 dias as contratações nas Secretarias de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas e das Cidades. Contudo, essa suspensão não é absoluta:
- Necessidades específicas e contratos administrativos com prazo de expiração nos próximos dois meses podem ser autorizados.
- Situações emergenciais também terão análise diferenciada.
- Pedidos de autorização para licitações devem ser encaminhados à Casa Civil, que submeterá ao governador para aprovação.
Auditoria em Contratos Bilionários
Couto determinou uma ampla auditoria em todos os órgãos do Executivo, incluindo administração indireta e empresas estatais. A análise abrangerá mais de 6,7 mil contratos ativos, somando cerca de R$ 81 bilhões. O objetivo é mapear contratos, identificar responsáveis e revisar gastos públicos, em um "choque de transparência".
“As medidas fazem parte de um pacote classificado como um ‘choque de transparência’, com o objetivo de mapear contratos, identificar responsáveis e revisar gastos públicos.”
Impacto e Próximos Passos
O governo do Rio busca aliviar um rombo nas contas estaduais estimado em quase R$ 20 bilhões para este ano. As medidas implementadas por Ricardo Couto visam adequar as despesas à realidade orçamentária e financeira do estado.
Subtítulo Adicional: Mudanças em Postos-Chave
Além das exonerações e auditorias, o governo promoveu mudanças em postos-chave. O presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso, foi exonerado após recomendação do Ministério Público, sendo substituído pelo procurador Felipe Derbli de Carvalho Batista. A Cedae, também alvo de investigações, agora é presidida pelo procurador Rafael Rolim.
Afinal, quais os próximos passos?
A Controladoria-Geral do Estado (CGE) analisará os relatórios detalhados sobre projetos, contratos (acima de R$ 1 milhão), despesas e servidores comissionados e terceirizados em até 45 dias. O objetivo é verificar a legalidade das contratações diretas e, em caso de irregularidades, comunicar o governador para as devidas providências.
As ações de Ricardo Couto sinalizam uma tentativa de reorganizar as finanças do estado e combater possíveis irregularidades. Resta saber se as medidas serão suficientes para equilibrar as contas e promover uma gestão mais eficiente e transparente.
O governador em exercício busca, com estas ações, sinalizar uma gestão focada em responsabilidade fiscal e combate à corrupção, em um momento de grande incerteza política e econômica no estado do Rio de Janeiro.