Rio prevê investimento de R$ 509 milhões em 175 ônibus elétricos

Transformação na mobilidade urbana carioca

A Prefeitura do Rio de Janeiro deu um passo decisivo para a eletrificação do transporte público com o anúncio de um projeto de Parceria Público-Privada (PPP) que prevê a incorporação de 175 ônibus elétricos à frota municipal. Com um investimento total estimado em R$ 509 milhões, a iniciativa conta com o aporte de R$ 329 milhões financiados pelo BNDES, por meio do Fundo Clima, marcando a primeira modelagem de PPP para ônibus elétricos no Brasil.

Estrutura do projeto e cronograma

O contrato, que terá duração de 16 anos, contempla não apenas a aquisição dos veículos, mas também toda a infraestrutura de recarga e a construção de uma garagem pública exclusiva na Vila do João, na região da Maré. A documentação técnica da PPP será submetida a consulta pública de 30 dias a partir da próxima segunda-feira, com a expectativa de assinatura do contrato para janeiro de 2027.

O BNDES é hoje o principal financiador de ônibus elétrico da América Latina. O Rio optou por um modelo muito criativo, sendo a primeira cidade a buscar o formato de PPP, afirmou Luciana Costa, diretora do banco.

A operação será realizada em três etapas, com a entrega dos primeiros 25 veículos em outubro de 2027, seguidos por 80 unidades em janeiro de 2028 e o restante até julho do mesmo ano. Além de acessibilidade e tecnologia embarcada, como ar-condicionado e sensores de monitoramento, a frota tem como foco a sustentabilidade ambiental.

Impacto ambiental e metas de descarbonização

  • Redução de 13,3 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano.
  • Geração estimada de 500 empregos diretos.
  • Meta municipal de atingir 20% da frota com emissão zero até 2030.

Como a eletrificação dos transportes impacta a saúde pública e a qualidade do ar nas metrópoles brasileiras? O projeto carioca, ao exigir a fabricação nacional dos ônibus, reforça a estratégia do BNDES de fomentar a indústria local. Segundo o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, a medida representa um esforço fundamental para diminuir a poluição sonora e as emissões de gases poluentes na capital fluminense, posicionando o Rio na vanguarda da transição energética no setor de transporte coletivo.

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