
Fonte: O Dia
Caso de repercussão na Zona Oeste do Rio
Uma recém-nascida, identificada como Jade Duarte de Moura, faleceu na manhã desta quinta-feira (17) vítima de uma infecção, apenas quatro dias após a morte de sua mãe. A criança estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Municipal Albert Schweitzer, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, desde a última terça-feira (15). O caso, que comoveu a comunidade local e gerou questionamentos sobre o atendimento hospitalar, levanta dúvidas sobre possíveis falhas no protocolo pós-parto.
Entenda a trajetória do caso
A mãe da bebê, Jéssica Duarte Gonçalves, de 28 anos, deu à luz no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu. Segundo relatos do viúvo, Jonathan Vieira de Moura, a gestante recebeu alta 48 horas após o parto, mesmo apresentando queixas de dores abdominais intensas e inchaço. A família alega que nenhum exame de imagem foi realizado para investigar a causa dos sintomas, sendo a paciente medicada apenas com soro e dipirona.
Jéssica chegou em estado grave e precisou ser intubada, sendo transferida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde passou por cirurgia para retirada do útero e dos ovários.
Jéssica faleceu no domingo (13). O atestado de óbito aponta causas graves, incluindo sepse puerperal, choque misto e atonia uterina. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio declarou que a bebê recebeu todos os cuidados médicos necessários, ressaltando o esforço da equipe para reverter o quadro infeccioso que a recém-nascida acabou adquirindo.
Investigação sobre negligência médica
Diante das contradições entre a versão oficial do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro — que sustenta que a paciente passou por todas as avaliações adequadas — e o relato da família, a Polícia Civil instaurou um procedimento investigativo. O objetivo é apurar se houve negligência médica no atendimento prestado a Jéssica Duarte Gonçalves.
- Data do parto: 8 de setembro de 2023
- Óbito da mãe: 13 de setembro de 2023
- Óbito da recém-nascida: 17 de setembro de 2023
- Instituição investigada: Hospital da Mulher Mariska Ribeiro
Como casos de sepse puerperal podem ser prevenidos ou tratados precocemente em ambiente hospitalar, o desfecho trágico serve como um alerta para a importância da vigilância no pós-parto. A Polícia Civil continua a análise dos prontuários para determinar as responsabilidades técnicas e as circunstâncias exatas que levaram à perda da vida da mãe e da criança, em um intervalo de poucos dias.
📰 Conteúdo baseado em fontes verificadas
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