Pesquisas eleitorais mostram disputa acirrada entre Lula e Flávio

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Fonte: VEJA

Cenário eleitoral a duas semanas do primeiro turno

A menos de duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026, a corrida presidencial apresenta um cenário de intensa disputa, conforme revelam os cinco levantamentos divulgados na última semana. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém-se numericamente à frente no primeiro turno, enquanto a configuração para o segundo turno revela um quadro de acentuado equilíbrio, com a maioria das pesquisas registrando empate técnico entre o atual presidente e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Discrepância entre os levantamentos no segundo turno

No confronto direto para o segundo turno, os dados dos institutos BTG/Nexus, Quaest, AtlasIntel e Datafolha convergem para um cenário onde as diferenças estão dentro da margem de erro. A única exceção é a CNT/MDA, que aponta Lula à frente com uma vantagem superior à margem. As oscilações refletem a volatilidade da reta final da campanha. Questiona-se, portanto, qual o real impacto dessas variações nas decisões dos eleitores indecisos?

A distância entre os dois candidatos no segundo turno varia de apenas 0,4 ponto percentual no AtlasIntel a 7,3 pontos na pesquisa CNT/MDA.

Desempenho no primeiro turno e outros candidatos

No primeiro turno, embora Lula lidere numericamente em todos os cinco levantamentos, a amplitude da vantagem é variável, indo de 2,4 a 10,1 pontos percentuais. Paralelamente, observa-se uma alteração no desempenho de outros postulantes, como Augusto Cury (Avante), que apresenta recuo em relação aos patamares de dois dígitos registrados anteriormente, perdendo posições conforme o instituto consultado. Os dados completos das pesquisas eleitorais reforçam o alto grau de competitividade deste pleito.

Mercados preditivos e suas limitações

Fora do espectro metodológico oficial, plataformas digitais internacionais, como Kalshi e Polymarket, têm divulgado probabilidades de vitória que favorecem Flávio Bolsonaro, com índices próximos a 60%. É fundamental ressaltar que tais estimativas não seguem critérios metodológicos científicos e não refletem intenção de voto. Além disso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) proibiu a oferta desse tipo de mercado de apostas políticas no Brasil, diferenciando-os dos modelos regulamentados de apostas de quota fixa.

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