Operação Disco de Ouro: PF investiga fraude em venda de minério

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Fonte: G1

Ação contra esquema de fraude em exportação de minério

A Polícia Federal deflagrou uma operação de busca e apreensão focada em uma organização criminosa suspeita de aplicar um golpe milionário na venda de cassiterita para o mercado externo. A investigação aponta que, em vez do minério, eram exportados carregamentos compostos por areia e pó de brita. A ação ocorre no Rio Grande do Sul e envolve os irmãos Diego e Matheus Possebon como principais alvos.

Os investigados responderão por crimes como usurpação de bens da União, estelionato, falsidade ideológica, lavagem de capitais e organização criminosa.

O esquema, que teria movimentado montantes expressivos em operações internacionais, levanta suspeitas sobre a origem do material, com indícios de extração ilegal em território indígena. Segundo os investigadores, a empresa britânica Gerald Metals teria sido uma das principais vítimas, com prejuízos estimados em uma fraude que pode chegar a US$ 250 milhões, sendo US$ 50 milhões confirmados na venda direta para a multinacional.

Envolvimento do setor musical e lavagem de dinheiro

A operação recebeu o nome de "Disco de Ouro" devido à atuação de Matheus Possebon no ramo musical. No decorrer das investigações, a Polícia Federal identificou o envolvimento do cantor Alexandre Pires no esquema financeiro. De acordo com os relatórios, a produtora do artista teria sido utilizada para dissimular valores obtidos ilicitamente através do fluxo do minério fraudado.

  • A empresa do cantor teria recebido mais de R$ 4,4 milhões oriundos do esquema.
  • O fluxo financeiro mapeado pela PF entre os investigados chega a R$ 31,03 milhões.
  • A busca e apreensão na casa e produtora de Alexandre Pires visou recolher mídias e documentos.

Como o grupo ocultava valores tão elevados? A estratégia envolvia o uso de contas de terceiros, movimentações do tipo "dólar-cabo" e o fracionamento de repasses, consolidando um complexo sistema de lavagem de capitais. Carros de luxo foram apreendidos em Porto Alegre como parte do sequestro de bens determinado pela Justiça.

Posicionamento das defesas

O advogado de Diego Possebon informou que o empresário atuou de forma regular e está à disposição para esclarecimentos, reiterando que as operações seguiram protocolos de compliance. Já a defesa de Alexandre Pires declarou que o cantor jamais teve envolvimento com garimpo ou qualquer atividade ilícita, expressando surpresa com a inclusão de seu nome na investigação. A Polícia Federal segue com as diligências para apurar a extensão total dos danos ambientais e financeiros provocados pela organização.

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