
Fonte: UOL Notícias
Desinformação movimenta quase 1 milhão de publicações
A disseminação de uma informação falsa envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil consolidou-se como a terceira maior controvérsia política de 2026 nas redes sociais. Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque (IDX), foram registradas cerca de 977,6 mil publicações em 55 horas, gerando 8,5 milhões de interações entre os dias 24 e 26 de outubro.
Origem e escalada da narrativa
O caso teve início com postagens nas redes sociais associando indevidamente o senador a um projeto de lei que pretenderia retirar o título de padroeira da santa católica. A campanha de Flávio Bolsonaro identificou o influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil 'Dilma Bolada', como o autor da publicação inaugural. O boato ganhou força após menção equivocada em um programa da GloboNews, que citou um projeto arquivado de 2007, gerando uma onda de desinformação amplificada por perfis de espectro político de esquerda.
'Parem de divulgar a retratação. Deixem o assunto rolar', escreveu George Marques, coordenador da Secom, em mensagem que estimulava a continuidade do compartilhamento da fake news.
Reação jurídica e desdobramentos
Após a repercussão, a campanha de Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a remoção de conteúdos inverídicos. O ministro do STF, André Mendonça, atendeu ao pedido, determinando a exclusão das postagens. A decisão provocou uma nova onda de debates, com grupos políticos deslocando a discussão inicial para temas como censura e liberdade de expressão.
A defesa do presidenciável também protocolou uma notícia-crime pedindo a prisão preventiva do coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom, George Marques, por incentivar a propagação da notícia falsa mesmo após a correção pela imprensa. A Secretaria de Comunicação do governo federal afirmou, em nota, que as alegações contra o servidor não procedem e que a manifestação ocorreu em caráter estritamente pessoal. Até onde a polarização digital moldará os rumos finais das eleições de 2026?
Monitoramento de dados
O estudo do IDX analisou 345 perfis políticos, constatando uma baixa participação de veículos de imprensa, com apenas 1% das publicações originais. O levantamento aponta que a conversa foi dominada pelo embate entre grupos de esquerda e direita, sendo que a repercussão deste caso só ficou atrás dos episódios envolvendo 'Mendonça vs. Moraes' e a 'Quebra de sigilo Dark Horse'.
📰 Conteúdo baseado em fontes verificadas
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