Ex-vereadora Verônica Costa é considerada foragida após condenação

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Fonte: G1

Justiça decreta prisão de ex-vereadora

A ex-vereadora e empresária Verônica Costa, conhecida como 'Mãe Loira do Funk', tornou-se foragida da Justiça após o esgotamento dos recursos em um processo por tortura contra seu ex-marido, Márcio Costa. Na última terça-feira (22), foi expedido um mandado de prisão contra a ex-parlamentar, que não foi localizada por agentes policiais em endereços ligados a ela, incluindo um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O caso, que remonta a episódios ocorridos em fevereiro de 2011, teve seu trâmite finalizado após decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF). A condenação impõe uma pena de 10 anos e 8 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

Relato de tortura e desdobramentos judiciais

Segundo as investigações e a denúncia do Ministério Público, a vítima foi mantida em cárcere privado, amarrada e submetida a agressões físicas e psicológicas. O relato aponta que Márcio Costa foi ameaçado com combustível e sofreu queimaduras, além de ter sido atingido por inseticida no rosto. A vítima teria conseguido escapar após pular do terceiro andar da residência para um imóvel vizinho.

Sou o Márcio Costa, a pessoa que a Verônica Costa torturou. Não é comemoração. É alívio. Esperei tempo demais por esse momento.

Além de Verônica, outros familiares respondem pelo mesmo processo:

  • Bruno Chaves Ribeiro (irmão): condenado a 10 anos e 8 meses.
  • Tatiane Chaves Ribeiro (irmã): condenada a 10 anos.
  • Bruno Marcelo Bahia Marques (cunhado): condenado a 10 anos.
  • Sebastião de Oliveira Evangelista (padrasto): condenado a 10 anos.

Contexto do processo

A pena original, fixada em 2019, era de 5 anos e 10 meses. Contudo, após recurso do Ministério Público, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio elevou a sentença. A defesa de Verônica Costa alegou, em momentos anteriores do processo, a fragilidade das provas apresentadas pela acusação, sustentando que a condenação baseou-se na palavra da vítima sem suporte probatório adicional. Até o fechamento desta reportagem, a equipe jurídica da ex-vereadora não respondeu aos contatos solicitados. Como a Justiça não encontrou os réus, a polícia mantém as diligências para localizar os condenados.

Diante do encerramento desta longa batalha judicial, resta a questão: como a execução destas penas impactará a percepção pública sobre casos de violência doméstica no cenário político? O cumprimento do mandado permanece como a prioridade das autoridades de segurança do Rio de Janeiro.

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