El Niño provoca inatividade histórica de furacões no Atlântico em 2026

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Fonte: Climatempo

Recorde de inatividade no Atlântico Norte

A temporada de furacões de 2026 no Atlântico Norte consolidou-se como a mais calma desde o início do monitoramento moderno. Pela primeira vez desde 1914, a bacia atingiu o final de setembro sem registrar a formação de um único furacão, superando o recorde anterior de atraso que datava de 1966. Segundo dados do Centro Nacional de Furacões (NHC), mesmo com o pico histórico de atividade ciclônica já superado, a região permanece em um período de calmaria sem precedentes.

Esse período de calmaria sem precedentes é causado principalmente por um El Niño muito forte, que gera um forte cisalhamento do vento, impedindo que as tempestades do Atlântico se organizem.

Embora tenham sido registradas diversas tempestades tropicais, como Arthur, Bertha, Cristobal, Dolly, Edouard e Fay, nenhuma delas atingiu a intensidade de 119 km/h necessária para ser classificada como furacão. Estatisticamente, a energia ciclônica acumulada na temporada atual está 93% abaixo da média histórica compreendida entre 1991 e 2020.

O papel do El Niño na meteorologia

O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, atua como o principal fator de inibição. A mudança na circulação atmosférica impõe um aumento no cisalhamento vertical do vento sobre o Atlântico, dificultando a coesão das estruturas necessárias para o fortalecimento das tempestades. Por que esse fenômeno é tão impactante para o clima global? A resposta reside na forma como o El Niño reorganiza os fluxos de energia atmosférica, priorizando a atividade tropical no Pacífico Leste em detrimento do Atlântico.

Contraste no Pacífico e próximos desdobramentos

Enquanto o Atlântico enfrenta uma temporada anômala, o Pacífico Leste observa uma atividade intensa, com múltiplos furacões simultâneos registrados em setembro. Este cenário reflete o deslocamento das condições ideais para a gênese de ciclones. Apesar do histórico incomum, especialistas alertam que a temporada segue oficialmente até 30 de novembro. Condições atmosféricas específicas no Golfo do México ainda podem permitir o surgimento de novos sistemas, mantendo a necessidade de monitoramento contínuo até o encerramento do ciclo anual.

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