Campanha de Flávio Bolsonaro reage a fake news sobre padroeira

Combate à desinformação nas redes sociais

A campanha do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) intensificou esforços para conter os danos causados por uma notícia falsa que viralizou nas plataformas digitais, afirmando que o político pretenderia remover o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O boato, que gerou forte repercussão negativa entre o eleitorado católico, foi classificado como "notoriamente inverídico" pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Isso é uma grande mentira, não tem pé nem cabeça, não existe esse projeto. Jamais faria isso. Todos sabem que eu sou cristão, sou evangélico, mas que eu respeito todas as religiões.

O ministro André Mendonça, do TSE, determinou a derrubada imediata de publicações que sustentam a veracidade do conteúdo falso. A ordem estipula uma multa diária de R$ 50 mil por provedor em caso de descumprimento, visando evitar que a desinformação continue a influenciar a percepção do eleitorado a poucos dias do pleito eleitoral.

Origem e desdobramentos do conteúdo falso

Contexto histórico e repercussão

A narrativa enganosa baseia-se em um projeto de lei de 2007, de autoria do ex-deputado Victorio Galli, que foi arquivado em 2008 e não possui possibilidade de desarquivamento. O boato ganhou força após uma interpretação equivocada de uma fala jornalística, rapidamente corrigida pelo veículo de comunicação, mas o impacto inicial já havia mobilizado redes de mensageria como WhatsApp e Telegram.

Além da batalha judicial, a campanha de Flávio Bolsonaro protocolou uma queixa-crime contra George Marques da Silva, servidor da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), sob a acusação de incentivar a propagação da fake news. A defesa do candidato solicita a prisão preventiva do servidor, argumentando que a conduta configura crimes de incitação e associação criminosa. Em nota, a Secom afirmou que a manifestação de seu colaborador ocorreu em caráter pessoal e fora do expediente.

Desafios para o equilíbrio eleitoral

O episódio, descrito como uma "bomba atômica" por aliados, ocorre em um momento em que a disputa pelos votos católicos e evangélicos se torna central. Segundo dados da empresa de inteligência Palver, o pico da viralização ocorreu na última sexta-feira. Diante desse cenário, resta questionar: até que ponto a desinformação será capaz de alterar as tendências apontadas pelas pesquisas eleitorais atuais? A campanha bolsonarista busca agora minimizar os danos, comparando a estratégia adversária com episódios semelhantes ocorridos em 2018 e 2022.

Postagem Anterior Próxima Postagem