Tifanny Abreu critica novas regras de elegibilidade da CBV

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Fonte: GE

Impacto da nova política de elegibilidade no vôlei

A oposta Tifanny Abreu, do Osasco, manifestou-se publicamente pela primeira vez após o anúncio da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) sobre a adoção de novas diretrizes para a elegibilidade de atletas na categoria feminina. A entidade passará a exigir que jogadoras apresentem testes genéticos com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino, alinhando-se à política do Comitê Olímpico Internacional (COI). A medida, que impacta diretamente atletas trans, entrará em vigor progressivamente a partir da próxima temporada da Superliga, além de outros torneios nacionais.

Reação da atleta e apoio da torcida

O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos. Não vou me calar.

Durante a estreia da equipe no Campeonato Paulista, realizada neste sábado (15), Tifanny recebeu demonstrações de apoio dos torcedores e companheiras de time. A jogadora, que disputa sua possível última temporada antes da aposentadoria, descreveu a decisão como um retrocesso significativo na luta por inclusão e visibilidade. Questiona-se, diante deste cenário: como o esporte conciliará as novas normas técnicas com a trajetória de atletas que já compõem o cenário profissional há anos?

Situação no Campeonato Paulista

  • A Federação Paulista de Voleibol (FPV) manteve Tifanny apta para o certame atual.
  • A entidade argumentou que a competição já estava em andamento quando a norma da CBV foi publicada.
  • A FPV informou que eventuais adaptações futuras passarão por análises jurídicas e de saúde.

Tifanny, que atua na elite do voleibol brasileiro desde 2017, reafirmou que buscará todas as medidas possíveis para defender seu direito à prática esportiva. A oposta ressaltou que sua carreira, consolidada ao longo de uma década, não deve ser desconsiderada. Este desdobramento coloca o debate sobre inclusão no centro das discussões esportivas nacionais, enquanto a comunidade aguarda as próximas diretrizes administrativas da modalidade.

Para mais detalhes sobre a trajetória da atleta e as normas, acesse a reportagem completa no ge. A decisão da CBV representa um ponto de inflexão fundamental para a organização das competições nacionais, exigindo um diálogo contínuo entre federações, atletas e órgãos reguladores para definir o futuro da inclusão no vôlei.

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