/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/o/S/sSrtyHTliXpVeUvcNnIQ/whatsapp-image-2026-08-28-at-21.26.13.jpeg)
Fonte: G1
Investigação sobre o filme Dark Horse avança
A Polícia Federal conduz apurações sobre suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e o projeto cinematográfico “Dark Horse”. Investigadores rechaçam a versão de que o aporte financeiro ao documentário sobre Jair Bolsonaro seria apenas um patrocínio privado, tratando o caso como um procedimento criminal em curso. O foco principal é determinar se houve a solicitação ou recebimento de vantagem indevida por parte do senador junto ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Entrave sobre a origem e destino dos recursos
O centro da apuração policial busca esclarecer a logística financeira por trás dos R$ 61 milhões que teriam sido transferidos por Vorcaro para o projeto. O montante, que faz parte de uma negociação estimada em até R$ 134 milhões segundo mensagens reveladas pelo The Intercept, foi destinado ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas. As autoridades investigam a origem, a circulação e o destino final desses valores, além da natureza da relação entre o agente público e o setor privado.
Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento privado para um filme do próprio pai. Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro.
Apesar da defesa do candidato, investigadores argumentam que, para a configuração de corrupção passiva, não é necessária a comprovação de um ato de ofício específico, bastando que a vantagem seja solicitada ou recebida em razão da função pública ocupada pelo senador. A Polícia Federal analisa a participação de Flávio Bolsonaro na intermediação dos recursos e as circunstâncias das reuniões mantidas com o banqueiro.
Transparência e desdobramentos
Durante sabatina realizada nesta semana, o senador recusou-se a apresentar o contrato com o Banco Master ou planilhas detalhadas de gastos, alegando tratar-se de um acordo entre entes privados. A produtora da obra, Go Up Entertainment, apresentou apenas uma perícia privada para justificar os custos. Questionado sobre os próximos passos, o parlamentar afirmou que o caso é uma página virada e evitou fornecer mais detalhes sobre o aporte milionário.
O episódio ganha contornos de caso de polícia, conforme apontam fontes da investigação, devido à relevância da figura política envolvida e às dúvidas persistentes sobre a integridade da operação financeira. Enquanto a PF prossegue com a coleta de dados e análise de provas, o caso coloca sob os holofotes a relação entre financiamentos de projetos biográficos e o exercício de mandatos legislativos. Como a justiça avaliará a distinção entre patrocínio privado e possível uso do cargo para benefício próprio?
📰 Conteúdo baseado em fontes verificadas
📚 Leia também
- Lula endurece discurso sobre investigações envolvendo seu filho
- EUA garantem controle de 65 bilhões de barris de petróleo na Venezuela
- Forbes revela lista dos 255 bilionários brasileiros em 2026
- Pesquisas Quaest revelam cenário eleitoral em 23 estados e no DF
- Mega-Sena 3050 acumula e prêmio sobe para R$ 30 milhões