Sequestro relâmpago mobiliza autoridades em Teresina
Um motorista de aplicativo foi mantido em cárcere privado dentro do porta-malas de seu próprio veículo durante uma série de ações criminosas ocorridas entre a noite de segunda-feira (10) e a terça-feira (11) em Teresina, Piauí. A vítima, que havia aceitado uma solicitação de corrida, foi rendida por cinco indivíduos armados logo após o embarque dos primeiros passageiros. O caso, que resultou na prisão de uma mulher e na apreensão de três adolescentes, expõe a ousadia de grupos criminosos na capital.
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Fonte: G1
Uso do veículo em crimes violentos
De acordo com o delegado Eduardo Aquino, da 22ª Delegacia de Polícia, o carro da vítima foi utilizado para patrulhar bairros da zona Norte em busca de desafetos. Ao avistarem um grupo de homens, os criminosos realizaram disparos em uma tentativa de homicídio motivada por disputas entre facções rivais. Por sorte, as pessoas na calçada conseguiram fugir e não foram atingidas.
Trata-se de um trabalhador, pai de família, que estava trabalhando para sustentar os seus, quando foi vítima desses marginais. - Delegado Eduardo Aquino
Intervenção policial encerra a perseguição
Durante rondas de rotina, agentes da Polícia Militar identificaram o veículo com comportamento suspeito. Após desobedecerem a ordem de parada, os ocupantes foram alvos de disparos de um policial que tentava conter a ação delitiva. A perseguição culminou com o veículo abandonado em uma área de mata. A vítima, que permaneceu todo o período no porta-malas, foi resgatada sem ferimentos físicos graves, embora em estado de choque.
- Uma mulher presa por ser a solicitante da corrida;
- Três adolescentes apreendidos por envolvimento direto;
- Celular da vítima recuperado após diligências.
Como prevenir que trabalhadores de aplicativos sejam alvos recorrentes de facções? Este questionamento permanece central no debate sobre a segurança pública local. A Polícia Civil destaca a reincidência como um entrave, visto que parte dos envolvidos já possuía histórico de atos infracionais. A investigação agora foca em desmantelar a rede de apoio que sustenta essas ações criminosas, garantindo que os responsáveis pela restrição de liberdade e pelas tentativas de homicídio respondam judicialmente pelos crimes cometidos.