Crise de segurança atinge profissionais do setor
Um motorista de aplicativo foi vítima de um violento assalto nesta segunda-feira (10), em Campinas (SP), sendo agredido e mantido refém por quatro horas. A ação criminosa, que teve início no Jardim Santa Lúcia, resultou no roubo do veículo da vítima, além de seu celular e uma quantia de R$ 1.750. O profissional, que atua na categoria há nove anos, relatou que nunca havia passado por uma situação de tamanha gravidade.
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Fonte: G1
Dinâmica da ação criminosa
A ocorrência começou quando dois indivíduos solicitaram uma corrida. No trajeto, o grupo parou para buscar um terceiro envolvido, momento em que o assalto foi anunciado. O motorista foi submetido a agressões físicas, incluindo socos e chutes, antes de ser levado a uma área de mata. Os criminosos exigiram senhas bancárias e realizaram transferências via Pix sob ameaças de morte.
Ele desceu me chutando e batendo nas minhas costas. Vi que o revólver estava na mão. Foi quando ele pediu para eu abaixar a cabeça e eles foram para o meio do mato comigo.
Após o período de cárcere, o condutor foi abandonado na região do Jardim Bassoli. Mesmo após o trauma, ele caminhou por cerca de 40 minutos até encontrar uma unidade da Polícia Militar. Como o veículo era financiado e não possuía cobertura de seguro, o trabalhador enfrenta agora um prejuízo financeiro significativo, visto que o automóvel era a principal fonte de renda de sua família.
Investigação em curso
- O caso foi registrado no 1º Distrito Policial (DP) de Campinas.
- As autoridades seguem em busca dos três suspeitos e do paradeiro do carro.
- Relatos indicam que a vítima foi ameaçada de forma recorrente durante todo o sequestro.
Será que a categoria terá maior reforço na segurança nos próximos meses? A Polícia Civil intensificou as investigações para identificar os envolvidos. Este incidente destaca a vulnerabilidade dos motoristas frente à criminalidade organizada, reforçando a necessidade de medidas preventivas para os trabalhadores da área. O impacto do crime vai além da perda material, afetando profundamente a rotina e o sustento de quem depende das ruas para sobreviver.