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Fonte: O GLOBO
Contexto da internação e desclassificação
A modelo Lara Marina Soares Tosta, coroada Miss Brasil Supranational 2026, encontra-se internada em estado grave no Hospital das Clínicas de Vitória, no Espírito Santo. A hospitalização ocorreu dias após a modelo anunciar publicamente a perda de seu posto no concurso. Segundo Gustavo, namorado da ex-miss, o quadro clínico severo foi desencadeado por um quadro agudo de estresse, colocando em risco a vida da modelo e do bebê.
Posicionamento da organização do concurso
O Concurso Nacional de Beleza (CNB), detentor da marca no país, emitiu um comunicado oficial para esclarecer as razões que levaram à retirada do título. A organização nega categoricamente que a gravidez tenha sido o motivo da decisão, sustentando que o desfecho está atrelado ao descumprimento de cláusulas contratuais e à falta de transparência da candidata.
Detalhes contratuais e divergências
De acordo com o CNB, Lara Marina já tinha conhecimento da gestação antes de viajar para representar o Brasil na Polônia, em julho de 2026, baseando-se em exames de ultrassonografia realizados em abril. A organização aponta os seguintes pontos como determinantes para a rescisão:
- Omissão sobre a gestação no momento oportuno, descumprindo deveres de transparência;
- Substituição de vestimentas oficiais por peças próprias sem autorização prévia;
- Falhas reiteradas na comunicação exigida pelo contrato, com períodos superiores a 24 horas sem retorno à produção.
A situação é bem grave, a vida dela está em risco e a do nosso filho principalmente.
A entidade defende que as regras que restringem a participação de gestantes visam garantir a segurança e o bem-estar das envolvidas, dada a intensa rotina de viagens e compromissos que uma competição internacional exige. O CNB ressalta que a isonomia entre as candidatas é um pilar da organização.
Repercussão e comparativo setorial
O caso gerou debate sobre as regras em concursos de beleza. Em contraste, o Miss Universe Brasil utilizou suas redes sociais para reforçar sua política atual, que permite a participação de mães. O concurso destacou que, nesta edição, contou com nove candidatas que conciliam a maternidade com a carreira. O cenário atual reflete uma mudança nas diretrizes de diferentes organizadores, onde o Miss Universe sustenta que a maternidade não diminui a capacidade de uma mulher representar, inspirar ou conquistar novos espaços, em contrapartida ao modelo rígido que historicamente dominou o setor.
📰 Conteúdo baseado em fontes verificadas
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