Ciclone-bomba causa morte, destruição e alertas no Sul e Sudeste

Impacto do ciclone-bomba atinge 114 municípios no Rio Grande do Sul

Um temporal severo associado a um ciclone-bomba atingiu 114 municípios do Rio Grande do Sul entre a última quarta-feira (6) e a manhã desta quinta-feira (7), deixando um rastro de destruição. O fenômeno, caracterizado por uma queda brusca da pressão atmosférica, resultou em uma morte confirmada em Montenegro, onde um motociclista foi atingido por uma árvore. Além da vítima fatal, cinco pessoas ficaram feridas em diferentes regiões, e a Defesa Civil contabiliza mais de 2.300 pessoas desalojadas. O cenário de instabilidade, que incluiu um tornado em Pedro Osório, forçou prefeituras em São Paulo e no Rio de Janeiro a suspenderem atividades preventivamente.

Imagem da notícia - G1

Fonte: G1

O poder destrutivo das rajadas de vento

As medições de vento atingiram marcas impressionantes, com rajadas que chegaram a 134,3 km/h na estação de General Câmara, no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, a intensidade dos ventos alcançou 120,4 km/h, causando destelhamentos, quedas de árvores e bloqueios em rodovias. A infraestrutura também foi gravemente afetada, com danos em hospitais, presídios e escolas. No auge do evento, cerca de 250 mil clientes chegaram a ficar sem energia elétrica no estado, um número que permaneceu elevado durante o período de resposta às emergências.

Fenômenos extremos e supercélulas

O episódio em Pedro Osório foi confirmado pela Climatempo como um tornado, resultado de uma supercélula — um tipo de tempestade com corrente ascendente giratória. Este é o segundo tornado a atingir o território gaúcho em menos de nove dias. Mas qual a razão para a formação desses eventos em sequência? O fenômeno é gerado pelo encontro de massas de ar com temperaturas distintas, provocando uma ciclogênese explosiva. Segundo especialistas, a instabilidade favorece rajadas de vento intensas que potencializam os danos estruturais em áreas urbanas e rurais.

Medidas preventivas no Sudeste

O impacto do ciclone-bomba expandiu-se para o Sudeste, onde a Defesa Civil de São Paulo e o poder público do Rio de Janeiro adotaram protocolos de segurança. No litoral paulista, rajadas de até 109 km/h em Santos resultaram na suspensão de aulas e paralisações portuárias. No Rio de Janeiro, a cidade entrou em Estágio 3 de alerta. O governo estadual decretou ponto facultativo após o meio-dia, com o fechamento de parques e interrupção de atividades não essenciais. O prefeito Eduardo Cavaliere reforçou a necessidade de serenidade da população diante do risco, destacando que a prevenção é a estratégia prioritária para evitar danos maiores. A Defesa Civil segue em monitoramento constante, visto que o sistema de baixa pressão continua a influenciar o clima na região sudeste do Brasil.

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