Cacá, do Vitória, comenta polêmica em clássico Ba-Vi antes de julgamento

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Fonte: GE

Contexto da polêmica no Ba-Vi

O zagueiro Cacá, do Vitória, manifestou-se publicamente pela primeira vez sobre a confusão ocorrida durante o clássico Ba-Vi 508. O episódio, que ganhou repercussão nacional, envolveu uma tentativa do jogador de rasgar a camisa do atleta Jean Lucas, do Bahia, após o segundo gol da equipe adversária. O incidente ocorreu logo após o volante do Tricolor celebrar o tento erguendo o uniforme em direção à torcida rubro-negra no Barradão.

Justificativa e posicionamento do jogador

Durante a chegada da delegação do Vitória ao Estádio de São Januário, para o confronto contra o Vasco pela Copa do Brasil, o defensor minimizou o impacto das redes sociais em sua rotina e declarou que tomou conhecimento do julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) apenas recentemente. Ao ser questionado sobre sua reação intempestiva no campo, Cacá argumentou que o ato foi motivado pelo calor do momento.

É clássico, cabeça quente ali, adrenalina. Quando eu percebi, já tinha acontecido. Acho que foi resultado do que o jogador adversário fez, faltou com respeito com nossa torcida. Uma provocação que para mim não deveria acontecer.

O atleta reforçou que a ação foi uma resposta direta à conduta de Jean Lucas, que na ocasião alegou ter apenas desfrutado do momento em campo. Cacá manifestou confiança de que o STJD analisará o contexto do lance, entendendo sua postura como uma consequência dos fatos ocorridos durante a partida.

Processo no STJD e próximos passos

A 4ª Comissão Disciplinar do STJD marcou o julgamento do trio envolvido para esta quinta-feira. As denúncias contra os atletas baseiam-se em diferentes artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva:

  • Cacá e Marinho (Vitória): Denunciados no artigo 258, por atitude antidesportiva ou desrespeito às regras, podendo receber gancho de 1 a 6 jogos.
  • Jean Lucas (Bahia): Denunciado no artigo 258-A, por provocar o público, com pena estipulada entre 2 a 6 partidas.

Será que o rigor do tribunal, diante da tensão dos clássicos, aplicará punições exemplares aos envolvidos? A situação coloca em xeque a interpretação sobre o limite entre a provocação esportiva e o desrespeito ao adversário. Enquanto aguardam a decisão, as equipes seguem focadas em seus compromissos no calendário nacional, tentando equilibrar a pressão externa com o desempenho técnico em campo.

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