Resultado financeiro supera expectativas
O Bradesco divulgou nesta quarta-feira (05) os resultados referentes ao segundo trimestre de 2026, reportando um lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões. O valor representa uma alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2025 e superou as projeções compiladas pela LSEG, que estimavam um montante de R$ 6,95 bilhões. Este desempenho marca o 10º trimestre consecutivo de crescimento do lucro para a instituição, refletindo uma trajetória de recuperação sustentada.

Fonte: InfoMoney
Gestão de crédito e apetite ao risco
Em um cenário macroeconômico desafiador, com juros elevados, o presidente-executivo do Bradesco, Marcelo Noronha, reforçou a postura cautelosa da instituição. A estratégia adotada pelo banco tem focado na redução da exposição ao crédito pessoal sem garantias e no aumento do volume em linhas colateralizadas, como o crédito consignado.
"A gente não está fazendo loucura. A gente está reduzindo crédito pessoal e fazendo colateralizado", afirmou Noronha durante coletiva sobre o balanço.
Desempenho operacional e carteira
- A carteira de crédito expandida encerrou junho em R$ 1,1 trilhão, um aumento de 11,6% em um ano.
- O índice de retorno sobre o patrimônio (ROAE) atingiu 16,2%, superando os 14,6% registrados no 2º tri de 2025.
- As despesas com provisões (PDD) subiram 22,6% na comparação anual, somando R$ 10 bilhões, impactadas pelo ciclo de crédito e setores específicos como o rural.
O índice de eficiência operacional do banco alcançou 46,5%, representando uma melhora de 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Por que a eficiência é um ponto chave neste momento? A otimização dos custos operacionais tem sido fundamental para absorver o aumento nas provisões sem comprometer a rentabilidade final. O valor de mercado do Bradesco, segundo o CEO, permanece descontado frente ao potencial do banco, motivando uma visão otimista quanto à valorização futura dos papéis. O resultado consolidado do grupo segurador também contribuiu positivamente, alcançando um lucro líquido recorrente de R$ 2,9 bilhões, alta de 28,3% no comparativo anual.
Perspectivas para o segundo semestre
Para o restante de 2026, a gestão mantém a crença de atingir as projeções divulgadas (guidance). O foco permanece na diversificação de portfólio, no rigoroso controle das despesas e na adaptação contínua às variáveis macroeconômicas globais e nacionais. O monitoramento das condições de crédito e a qualidade dos ativos continuam sendo o balizador para o crescimento da instituição nos próximos meses.