Banco do Brasil enfrenta crise no agro e projeta lucro no piso do guidance

O Banco do Brasil (BBAS3) enfrenta um cenário desafiador em 2026, marcado por uma forte pressão em sua carteira de agronegócio, descrita pela gestão como um “meteoro” que impacta diretamente os resultados da instituição. Durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre, o vice-presidente financeiro, Geovanne Tobias, explicou que o aumento das provisões para cobrir perdas e calotes, aliado a uma retração do capital orgânico, exige cautela na estratégia anual do banco.

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Fonte: InfoMoney

Impactos financeiros e o cenário do agronegócio

A situação adversa no setor rural forçou a instituição a elevar significativamente suas provisões. Apenas no primeiro semestre de 2026, o banco absorveu R$ 37 bilhões em despesas de provisão. Como reflexo desse cenário, o capital principal da instituição apresentou queda, atingindo 11,27% no segundo trimestre, frente aos 11,59% registrados no trimestre anterior.

“A gente acredita que vamos passar por essa tormenta, por esse meteoro que está caindo no agro, e vamos retomar a lucratividade do banco”, afirmou Geovanne Tobias.

Perspectivas para o encerramento de 2026

Diante do quadro atual, o banco sinalizou que deve encerrar o ano próximo ao piso do guidance de lucro, que varia entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões. As expectativas para as provisões também se mantêm no limite superior da faixa prevista, entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões. Apesar dos números, a diretoria mantém o otimismo quanto à reversão do ciclo.

  • Inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,61% no 2T26.
  • Retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou na casa de 8%.
  • Previsão de normalização gradual para inadimplência em cartões.

Como o banco pretende equilibrar a gestão de riscos e a rentabilidade diante de um cenário macroeconômico tão complexo? Para mitigar os danos, a estratégia envolve tracionar outros negócios do conglomerado para amortecer o impacto do risco no agronegócio. Além disso, a gestão aponta que, embora o processo de digestão do aumento de risco na carteira rural seja demorado, as medidas de ajuste prudencial já estão sendo implementadas para garantir a estabilidade a longo prazo.

Para mais detalhes sobre as operações, consulte a página oficial de investimentos do Estadão. O mercado segue monitorando se a convergência da inadimplência em pessoas físicas para níveis históricos será suficiente para compensar as perdas remanescentes no setor rural.

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