Desde a última terça-feira (4), o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) passou a exigir o exame toxicológico como etapa obrigatória para os candidatos à obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B. A medida, que visa aumentar a segurança viária, segue as diretrizes da Lei nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/x/z/fxXxsPSCSd6sVd0i15SA/carteira-nacional-de-habilitacao-cnh-foto-divulgacao-detran-am.jpeg)
Fonte: G1
Como funciona a nova exigência
O teste tem por objetivo identificar o consumo de substâncias psicoativas — como maconha e cocaína — que possam comprometer a capacidade de condução de veículos. A análise é realizada por meio de amostras de cabelo, pelos ou unhas, detectando o uso de drogas em um período de até 90 dias antes da coleta.
Orientações e Procedimentos
- O exame deve ser feito em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
- O custo médio do procedimento na Bahia é de aproximadamente R$ 120.
- O laudo possui validade de 90 dias após a data da coleta.
A recomendação do órgão é que o exame seja agendado para o final do processo, já no período da prova prática, para evitar que a validade do laudo seja expirada, gerando mais custos aos candidatos.
Caso o resultado seja positivo, o candidato fica impedido de prosseguir com o processo por um período de 90 dias, prazo após o qual poderá realizar um novo teste. É importante notar que a obrigatoriedade é exclusiva para a emissão da primeira habilitação, não sendo necessária a repetição do teste no momento da renovação do documento.
Contexto e Segurança no Trânsito
Você sabia que, antes dessa atualização legislativa, a obrigatoriedade do exame era restrita apenas aos condutores das categorias C, D e E? Com a nova regra, o Detran-BA alinha-se às normas federais para fortalecer o controle de substâncias ilegais entre novos motoristas. Enquanto a Bahia adota a medida, estados como Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Goiás ainda enfrentam desafios operacionais ou resistência para implementar a exigência, o que tem gerado debates sobre a uniformidade da segurança viária em todo o território nacional.