Crise diplomática entre Brasília e Washington
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, classificou como 'bizarra' a conduta do governo dos Estados Unidos ao indicar Daniel Perez para a embaixada no Brasil. Segundo Amorim, a gestão norte-americana desrespeitou convenções diplomáticas fundamentais ao dar publicidade ao nome e prosseguir com o processo no Senado dos EUA antes mesmo de receber o agrément, que é a autorização formal exigida pelo país que receberá o representante diplomático.
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Fonte: G1
Desrespeito às normas internacionais
O que aconteceu bizarramente nesse caso é que os Estados Unidos não seguiram de maneira nenhuma as convenções internacionais. Primeiro, eles deram publicidade antes da concessão do agrément e, talvez mais grave, eles prosseguiram com o processo dentro do Senado americano sem ter o agrément brasileiro. Este é um comportamento totalmente contrário às regras internacionais.
A declaração ocorreu durante audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (12). Amorim enfatizou que o governo brasileiro optou por não processar novos pedidos de autorização diplomática até o término das eleições, como forma de preservar a autonomia nas decisões de Estado.
Contexto de tensões elevadas
O relacionamento entre os países enfrenta novos desgastes após o Departamento de Estado americano revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. O governo dos EUA alega que a medida é uma resposta à demora brasileira em aprovar o nome de Daniel Perez. O posto de embaixador em Brasília permanece vago desde o início de 2025.
- Aumento das tensões diplomáticas e comerciais entre os governos.
- Questionamento brasileiro sobre o uso de temas sensíveis como pressão política.
- Impactos de decisões unilaterais sobre as relações bilaterais de longo prazo.
Será possível restaurar a normalidade das relações diplomáticas após este episódio? O governo brasileiro mantém a postura de que a soberania nacional deve ser respeitada, enquanto Washington continua pressionando pela celeridade na aceitação de seu indicado republicano, filho de imigrantes cubanos e atual presidente da Câmara dos Deputados da Flórida.