Atriz de filme sobre Elize Matsunaga revela terapia e apoio familiar

Atriz Lorena Comparato se aprofunda no papel de Elize Matsunaga e compartilha desafios

A atriz Lorena Comparato, 36, interpreta Elize Matsunaga no filme 'Elize: Sombras de Uma Mulher', lançado recentemente na Netflix. A obra ficcional explora os eventos que antecederam o assassinato de Marcos Matsunaga, herdeiro da Yoki. Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, Comparato detalhou o intenso preparo psicológico para dar vida à personagem.

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Fonte: CNN Brasil

Comparato revelou que buscou acompanhamento terapêutico para lidar com a densidade do papel. "Eu fiz terapia para mim, fiz terapia para a personagem da Elize para poder me preparar", afirmou a atriz. Para auxiliar no processo, a produção contou com uma coordenadora de intimidade, que auxiliou não apenas em cenas de maior sensibilidade, mas também no enfrentamento da complexa narrativa do filme.

Apoio familiar e pesquisa aprofundada

O suporte da família, especialmente da irmã e também atriz Bianca Comparato, foi crucial. Bianca, que interpretou Ana Carolina Jatobá na série 'Tremembé', demonstrou grande preocupação com o bem-estar de Lorena durante as filmagens, oferecendo apoio emocional e monitorando sua saúde.

Lorena Comparato realizou uma extensa pesquisa pessoal sobre Elize Matsunaga, mergulhando profundamente na vida da personagem. "Foi um mergulho muito denso, muito profundo e um desafio muito grande para mim como atriz", descreveu. A pesquisa, que se iniciou antes mesmo da confirmação do papel, resultou em um vasto material que contribuiu para a composição da complexa figura de Elize.

Os roteiristas Raphael Montes e Mariana Torres explicaram que a abordagem do filme, embora ficcional, baseou-se em autos do processo, documentários e entrevistas com pessoas próximas a Elize Matsunaga. "Quando a gente vai contar uma história de ficção baseada numa história real, o primeiro passo, eu acredito, é pesquisar e se municiar de tudo o que realmente a gente tem de informação real", disse Montes. Eles enfatizaram a criação de diálogos e cenas a partir de informações factuais concretas, como a existência de um quarto de armas e uma cabeça de veado na parede, elementos que ajudaram a construir um universo coerente para a narrativa.

A relação com a filha de Elize Matsunaga

A estreia do filme reacendeu o interesse público pelo caso Elize Matsunaga, incluindo a relação com sua filha, Helena, que atualmente tem 16 anos e vive sob a guarda dos avós paternos, Mitsuo e Misako Matsunaga. Desde o crime em 2012, Elize cumpre pena e tem a comunicação com a filha restrita por decisão judicial.

Elize escreveu o livro 'Piquenique no Inferno' na prisão, onde expressa o desejo de perdão e apresenta sua versão dos fatos, alegando ter agido em legítima defesa. Na obra, ela dedica grande parte às cartas para Helena, expressando seu amor e esperança de reconciliação. "Não há a menor possibilidade de desistir de lutar por ti, minha filha", escreveu.

Segundo o jornalista Ullisses Campbell, Helena expressou o desejo de se reaproximar da mãe aos 14 anos. No entanto, os avós paternos permanecem contrários a qualquer reencontro antes da maioridade da neta, afirmando que a decisão final caberá a Helena ao completar 18 anos.

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