A partir desta segunda-feira, 11 de maio, o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) inicia uma nova fase crucial: a abertura dos arranjos de pagamento para empresas com mais de 500 mil trabalhadores. Esta medida, conforme o Decreto nº 12.712, visa a transição para um sistema aberto e integrado, impactando operadoras, estabelecimentos e, principalmente, os trabalhadores, que ganham maior liberdade na utilização de seus benefícios. Até novembro de 2026, espera-se que os cartões de vale-refeição e vale-alimentação sejam aceitos em qualquer maquininha, independentemente da bandeira.

Fonte: Governo Federal
O Que Muda Com a Abertura dos Arranjos de Pagamento?
Atualmente, o sistema opera majoritariamente em um modelo fechado, onde uma única empresa controla a emissão do cartão, o credenciamento dos estabelecimentos, a definição das maquininhas habilitadas e a liquidação financeira. Com a abertura, estas etapas poderão ser realizadas por empresas distintas, fomentando a concorrência e potencialmente reduzindo custos. Mas, quais os reais benefícios para o trabalhador?
Fases da Implementação
- Primeira Fase (já em vigor): Limitação das taxas cobradas aos estabelecimentos comerciais em 3,6% para MDR e 2% para tarifa de intercâmbio, com prazo máximo de 15 dias para liquidação financeira.
- Segunda Fase (maio de 2026): Facilitadoras que atendem mais de 500 mil trabalhadores devem abrir seus arranjos de pagamento.
- Terceira Fase (novembro de 2026): Interoperabilidade plena dos sistemas, permitindo o uso do cartão PAT em qualquer maquininha habilitada.
Impacto no Mercado e Benefícios Para o Trabalhador
A abertura dos arranjos de pagamento é essencial para permitir a interoperabilidade entre os sistemas. Ademar Bandeira, CFO da Flash, destaca que os trabalhadores terão mais liberdade e autonomia para escolher onde se alimentar, sem depender de redes específicas. A expectativa é que a mudança seja mais perceptível fora dos grandes centros, onde a limitação de estabelecimentos credenciados sempre foi um problema. Será que essa mudança trará benefícios reais?
"Trabalhadores que recebem vales da rede fechada escolhem onde comprar comida não pelo que faz mais sentido para eles, mas pela rede de aceitação disponível. A interoperabilidade e a abertura dos arranjos transformam essa realidade." - Ademar Bandeira, CFO da Flash.
Restrições e Objetivos
É importante lembrar que o benefício continua restrito à compra de alimentos, sendo proibido o uso para outras finalidades, como academias ou planos de saúde. Além disso, a legislação veda tratamento diferenciado entre empresas, proíbe deságio e vantagens indiretas para empregadores, e proíbe o pagamento do benefício em dinheiro. O governo federal reforça que as medidas visam aumentar a concorrência, reduzir custos e ampliar a liberdade de escolha.
O Que Esperar do Futuro?
Com a implementação completa da interoperabilidade em novembro de 2026, o sistema de vale-alimentação e vale-refeição deverá se assemelhar ao dos cartões bancários, com integração entre diferentes redes de pagamento. Esta mudança promete não só facilitar a vida dos trabalhadores, mas também impulsionar a economia, ao aumentar a concorrência e reduzir os custos operacionais para estabelecimentos e empresas participantes do programa.