Um trágico acidente de mergulho nas Maldivas resultou na morte de cinco cidadãos italianos no Atol de Vaavu. O grupo explorava cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade quando o incidente ocorreu. Uma estudante da Universidade de Gênova, que fazia parte da expedição, desistiu de mergulhar momentos antes da tragédia, tornando-se a única sobrevivente. As autoridades locais descreveram o caso como o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/S/h/YKWWPVSsOrbJEp3I36AQ/arte-32-.png)
Fonte: O GLOBO
O que aconteceu no Atol de Vaavu?
O grupo de mergulhadores, composto por pesquisadores experientes, tentava explorar cavernas submarinas próximas à ilha de Alimatha. A estudante, cuja identidade não foi revelada, permaneceu a bordo do iate Duke of York por razões desconhecidas. As condições do mergulho eram consideradas arriscadas devido às fortes correntezas na caverna.
Quem eram as vítimas?
As vítimas foram identificadas como Monica Montefalcone, professora de biologia marinha na Universidade de Gênova, e sua filha Giorgia Sommacal, de 20 anos; a pesquisadora Muriel Oddenino; o cientista marinho Federico Gualtieri; e o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti. A comunidade científica italiana lamenta a perda dos pesquisadores.
Operação de Resgate e Investigação
O governo das Maldivas, em conjunto com autoridades italianas, iniciou uma operação de resgate de "alto risco" para recuperar os corpos. A guarda costeira e unidades militares das Maldivas estão utilizando mergulhadores especializados, barcos e apoio aéreo. No entanto, as condições climáticas adversas, com ventos fortes e alerta amarelo, dificultam as operações. Um corpo já foi encontrado dentro de uma caverna, e acredita-se que os demais estejam na mesma área, a cerca de 60 metros de profundidade.
Possíveis Causas da Tragédia
Uma das hipóteses mais aceitas é a toxicidade do oxigênio, que ocorre quando a mistura do cilindro é inadequada, tornando o oxigênio tóxico em certas profundidades. Especialistas alertam que a 50 metros de profundidade, os riscos são significativos. “É provável que algo tenha dado errado com os tanques”, afirmou o pneumologista Claudio Micheletto.
Repercussão e Próximos Passos
O Ministério das Relações Exteriores da Itália está acompanhando de perto a situação e prestando assistência às famílias das vítimas. O embaixador italiano nas Maldivas se reunirá com autoridades da Guarda Costeira em Male, capital do país. As investigações continuam para determinar as causas exatas do acidente e evitar que tragédias semelhantes ocorram no futuro. A estudante sobrevivente é considerada uma testemunha fundamental para a reconstrução dos momentos finais antes do acidente.
Qual o futuro do turismo de mergulho nas Maldivas?
Este incidente levanta questões sobre a segurança das atividades de mergulho em cavernas submarinas, especialmente em profundidades elevadas e em áreas com condições climáticas adversas. As autoridades locais e as empresas de turismo precisarão revisar os protocolos de segurança e garantir que os mergulhadores estejam devidamente treinados e equipados para enfrentar os desafios do ambiente subaquático. Este é um momento de luto e reflexão para a comunidade do mergulho.