Um navio da Marinha dos Estados Unidos teria sido alvo de mísseis iranianos no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), segundo informações da mídia estatal do Irã. O incidente ocorre em meio a crescentes tensões na região, após os EUA alegarem "controle absoluto" sobre a hidrovia e prometerem escoltar navios mercantes. O Comando Central dos EUA (CENTCOM), no entanto, nega que qualquer navio americano tenha sido atingido.

Fonte: CNN Brasil
Alegações e Contra-Alegações
De acordo com a TV estatal iraniana, a Marinha do Irã impediu a entrada de navios de guerra "americanos-sionistas" no Estreito de Ormuz. A agência de notícias Fars chegou a afirmar que dois mísseis atingiram um navio de guerra americano perto de Jask, no Golfo de Omã, depois que ele ignorou avisos iranianos. Em resposta, o CENTCOM declarou em uma publicação na rede social X que "Nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido".
A escalada da tensão
O incidente relatado acontece após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que os Estados Unidos "guiariam" os navios presos no Golfo devido à guerra entre EUA e Israel contra o Irã. Em resposta, o comando unificado do Irã ordenou que navios mercantes e petroleiros se abstivessem de qualquer movimento que não fosse coordenado com as forças armadas iranianas.
O que está em jogo no Estreito de Ormuz?
O Estreito de Ormuz é uma via navegável estratégica por onde passa cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás. Desde o início da guerra, o Irã bloqueou praticamente toda a navegação de entrada e saída do Golfo, com exceção da sua própria, causando interrupções no fornecimento global de energia e elevando os preços do petróleo.
Reação internacional e controle da área
Enquanto os EUA afirmam ter "controle absoluto" sobre o Estreito de Ormuz, outros países relatam ataques a suas embarcações. A Coreia do Sul informou que está verificando informações sobre um possível ataque a uma embarcação de sua bandeira, enquanto os Emirados Árabes Unidos condenaram um ataque com drone contra uma embarcação afiliada, classificando o episódio como um ato de pirataria da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que os Estados Unidos estavam 'atirando apenas quando atacados'.
Ameaças e advertências
O major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, alertou que "quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tentarem se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz." A Guarda Revolucionária iraniana também advertiu que as movimentações marítimas que violarem as regras por ela anunciadas enfrentarão sérios riscos, com a possibilidade de interceptação "com o uso da força".
O futuro da navegação em Ormuz
Diante deste cenário de crescentes tensões e acusações mútuas, o futuro da navegação no Estreito de Ormuz permanece incerto. A promessa dos EUA de escoltar navios, juntamente com as ameaças do Irã de defender a hidrovia, aumenta o risco de confrontos e pode ter um impacto significativo no comércio global de energia. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, buscando uma solução diplomática para evitar uma escalada ainda maior do conflito. O CENTCOM (Comando Central dos EUA) afirmou que apoiará a operação de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, além de navios de guerra e drones. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse em entrevista à Fox News que os EUA tinham 'controle absoluto' do Estreito de Ormuz e estavam reabrindo a hidrovia.