Milhares de estudantes e servidores de universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp) marcharam em São Paulo nesta quarta-feira (20), contra o governo de Tarcísio de Freitas, o sucateamento das universidades e a repressão policial. A manifestação, que começou no Largo da Batata e seguiu até o Palácio dos Bandeirantes, reivindica mais investimentos e melhores condições nas instituições de ensino.

Fonte: Brasil de Fato
Reivindicações e Adesão ao Movimento
Os manifestantes exigem a ampliação dos repasses do ICMS, reajuste e expansão das bolsas de permanência estudantil, contratação de professores e melhoria das estruturas dos campi. A greve estudantil, impulsionada por assembleias que uniram discentes, docentes e funcionários, já contava com adesão massiva de diversos cursos.
Segundo o G1, as principais reivindicações incluem o aprimoramento do auxílio permanência, melhorias na infraestrutura universitária e mais contratações para o Hospital Universitário da USP. O movimento também critica a privatização da Sabesp e do transporte público, além do aumento da violência policial.
Provocações e Tensão no Ato
Um incidente ocorreu quando o ex-deputado estadual Douglas Garcia compareceu ao local para hostilizar os manifestantes, gerando um princípio de tumulto. A Folha de S.Paulo reportou que cena semelhante ocorreu no dia 11, quando vereadores também foram ao protesto para provocar os presentes.
Negociação com o Governo
Após cerca de quatro horas de protesto, uma comissão de estudantes foi recebida pela Casa Civil do governo de São Paulo. A reunião, que também contou com a presença da deputada estadual Mônica Seixas (PSOL), teve como objetivo apresentar as reivindicações dos alunos e funcionários das universidades estaduais. No entanto, segundo a Folha, o encontro terminou sem nenhum acordo e sem explicações do governo sobre a ação policial na reitoria da USP.
Ações da Polícia Militar
A chegada de universitários do interior foi marcada por tensão, com denúncias de retenção e revistas em ônibus fretados pela Polícia Militar Rodoviária. A Folha informou que alguns coletivos foram parados e revistados, atrasando a chegada à capital.
Financiamento das Universidades
Um dos principais motivos do protesto é a indefinição sobre o modelo de financiamento das instituições estaduais para os próximos anos. As universidades são financiadas por um percentual fixo da arrecadação do ICMS, que deve encolher com a reforma tributária. Os estudantes temem que, se nada for feito, as universidades recebam proporcionalmente menos recursos.
Ação Policial na USP
Outro ponto de tensão é a ação da Polícia Militar na desocupação da reitoria da USP, no dia 10 de maio. Estudantes que ocupavam o prédio foram retirados pela polícia, em uma ação que resultou em feridos e detidos. O governador Tarcísio defendeu a ação dos agentes, o que gerou revolta entre os estudantes.
O Que Esperar?
A greve nas universidades estaduais paulistas segue firme, com adesão maciça de estudantes e servidores. A mobilização continua até que o governo apresente uma proposta efetiva para as demandas apresentadas. A situação financeira das universidades, especialmente com a reforma tributária, e as ações da polícia contra os estudantes são os principais pontos de conflito com o governo de Tarcísio de Freitas.