O governo das Maldivas anunciou a localização dos corpos de quatro mergulhadores italianos que estavam desaparecidos desde a semana passada. A descoberta ocorreu nesta segunda-feira (18), após a integração de mergulhadores finlandeses especializados em cavernas à equipe de busca. A operação de resgate, considerada de alto risco, já havia resultado na morte de um socorrista, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, devido à descompressão.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/k/xSgLYoRqCTVWTKytlsYg/1366x768-cmsv2-c925379e-7d9c-57ed-9d82-2c412a2714bc-9758841.webp)
Fonte: G1
O Acidente e as Vítimas
O grupo de italianos, composto por cinco mergulhadores, tentava explorar cavernas submarinas a aproximadamente 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. As vítimas foram identificadas como Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova; sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica; Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim; o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua (cujo corpo já havia sido recuperado); e Federico Gualtieri, também instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova. Qual a razão de um mergulho tão profundo em uma área conhecida por seus riscos?
Detalhes da Operação de Resgate
A operação de resgate foi classificada como de alto risco devido à profundidade e complexidade das cavernas submarinas. O porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, chegou a declarar que nem mesmo os mergulhadores de resgate costumam se aventurar nessas áreas. Os corpos serão resgatados em etapas, com a previsão de que dois sejam recuperados na terça-feira (19) e os outros dois na quarta-feira (20).
Contexto e Riscos do Mergulho nas Maldivas
As Maldivas, um arquipélago com mais de mil ilhas de coral, são um destino turístico popular para mergulhadores, mas a área do Atol de Vaavu, onde ocorreu o acidente, é conhecida por suas condições desafiadoras. A profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo na região é de 30 metros, mas os italianos estavam a 50 metros. O local apresenta cavernas submarinas, túneis naturais, paredões profundos e canais estreitos com fortes correntes oceânicas, tornando-o perigoso até para mergulhadores experientes. Dados da polícia local indicam que 112 turistas morreram em incidentes marítimos no arquipélago nos últimos seis anos.
Repercussão e Próximos Passos
O Ministério das Relações Exteriores da Itália acompanha de perto a situação e está prestando assistência às famílias das vítimas. As autoridades das Maldivas seguem com o plano de resgate dos corpos e investigam as causas do acidente. Este é considerado o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas, intensificando o debate sobre a segurança e regulamentação das atividades de mergulho no arquipélago.
A equipe de busca agora vai elaborar um plano para trazer os corpos à superfície. As causas das mortes seguem sob investigação.
O corpo de um quinto mergulhador já havia sido recuperado na quinta-feira, informaram as autoridades.
O limite permitido para mergulho recreativo nas Maldivas é de 30 metros.Segundo autoridades locais, eles participaram dos trabalhos ao lado da polícia e das Forças Armadas das Maldivas.
“A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar” - Mohamed Hussain Shareef, porta-voz da presidência das Maldivas.Atol nas Maldivas. Formado por pequenas ilhas, recifes de coral e canais oceânicos profundos, este atol fica no Oceano Índico, cerca de 65 quilômetros da capital Malé.