Hantavírus: OMS reforça diretrizes e afasta risco de surto global

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu aos países que sigam rigorosamente suas diretrizes para conter a disseminação do hantavírus, após casos confirmados em um cruzeiro que partiu de Ushuaia, Argentina, em 1º de abril de 2026. A entidade, no entanto, afirmou não haver indícios de um surto de larga escala, embora novos casos possam surgir devido ao longo período de incubação do vírus.

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Fonte: G1

Recomendações da OMS

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, enfatizou a importância do monitoramento contínuo dos passageiros repatriados. A recomendação é que todos os indivíduos sejam submetidos a acompanhamento ativo, seja em centros de quarentena designados ou em seus domicílios, durante 42 dias a partir da última exposição, datada de 10 de maio. Esse período de vigilância se estende até 21 de junho. Ghebreyesus ressaltou que a OMS possui diretrizes claras e espera que os países as sigam, embora reconheça a soberania de cada nação na adoção de seus próprios protocolos de saúde. Mas será que todos os países estão preparados para seguir as orientações?

Casos Confirmados e Medidas Adotadas

Até o momento, foram confirmados sete casos de hantavírus ligados ao navio Hondius, além de um caso provável e três mortes. Entre os infectados, estão cidadãos da França, Estados Unidos e Espanha. A cepa identificada a bordo é a Andes, conhecida por ser transmissível de pessoa para pessoa, ao contrário de outras variantes do hantavírus, geralmente transmitidas por roedores infectados.

A Espanha, que permitiu que o navio atracasse nas Ilhas Canárias, enfrenta agora um caso confirmado entre os 14 espanhóis que estavam a bordo. O paciente apresenta sintomas respiratórios leves e está em condição estável em um hospital militar em Madri. A França também solicitou uma coordenação mais estreita dos protocolos de saúde em toda a União Europeia.

Onde está Ushuaia nessa história?

Ushuaia, cidade de onde o cruzeiro partiu, busca se distanciar da imagem de foco do surto. Autoridades locais argumentam que as chances de o paciente zero ter se infectado na cidade são “praticamente nulas”, uma vez que a província não registra casos de hantavírus desde 1996. Investigações estão sendo conduzidas para rastrear a possível origem da infecção, incluindo a análise de roedores na região.

Impacto no Turismo e Próximos Passos

O setor de turismo de Ushuaia manifestou preocupação com o potencial impacto negativo do surto na imagem da cidade. No entanto, até o momento, não houve cancelamentos significativos de reservas. Pesquisadores planejam visitar a região para coletar amostras de roedores e analisar a presença do vírus.

Enquanto a OMS reforça suas diretrizes e os países implementam medidas de controle, a situação continua sendo monitorada de perto. A colaboração internacional e o cumprimento dos protocolos de saúde são cruciais para evitar a propagação do hantavírus e proteger a saúde pública.

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