GCM é preso por feminicídio horas após o próprio casamento em SP

Um guarda civil municipal de 55 anos foi preso em flagrante na noite de sábado (9) em Campinas, São Paulo, sob a acusação de feminicídio. Daniel Barbosa Marinho é suspeito de matar sua esposa, Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, poucas horas após a cerimônia de casamento. O crime ocorreu na residência do casal, no bairro DIC IV.

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Fonte: CNN Brasil

O que se sabe sobre o crime?

Segundo relatos de testemunhas e o boletim de ocorrência, o casal participava de uma confraternização quando se desentendeu. A discussão evoluiu para agressões físicas, e Daniel teria utilizado sua arma funcional para efetuar disparos contra Nájylla. Após sair do imóvel, ele retornou e efetuou mais disparos. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.

Detalhes sobre a vítima e o acusado

Nájylla Duenas Nascimento, que deixa três filhos de um relacionamento anterior, havia expressado felicidade com o casamento em mensagens enviadas a familiares na véspera da cerimônia. "Quem diria que um dia ia me casar", escreveu Nájylla, demonstrando a alegria com o momento que estava vivendo.

Daniel Barbosa Marinho atuava como Guarda Civil Municipal em Campinas há 22 anos. A Guarda Municipal lamentou o ocorrido e informou que instaurou um procedimento administrativo disciplinar e determinou o afastamento preventivo do agente por 90 dias. O processo poderá resultar na demissão do servidor.

Investigação e Prisão

O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas. Daniel Barbosa Marinho foi preso em flagrante na rua Anália Franco, onde o crime aconteceu. A polícia apreendeu a arma de fogo e munições. Após a prisão, ele foi encaminhado à cadeia pública do 2º Distrito Policial de Campinas, onde permanece à disposição da Justiça. A defesa de Marinho informou que ele se apresentou espontaneamente à polícia e deve colaborar com as investigações.

Repercussão e histórico de violência

A mãe da vítima, Rosilaine Alves Duenas, afirmou que o guarda tinha histórico de violência quando consumia álcool e que já havia alertado a filha sobre as agressões. Apesar disso, Nájylla estava apaixonada e decidiu seguir com o casamento. Os três filhos de Nájylla estavam presentes na festa e presenciaram o crime.

"Não é fácil, meu filho. Só Deus", disse a mãe de Nájylla, Rosilaine Alves Duenas.

Nájylla também realizava o sonho de cursar Direito em uma faculdade online e era a mais velha de quatro irmãos.

Próximos passos e apurações

A Guarda Municipal de Campinas informou que a Corregedoria da corporação acompanha o caso e que colabora integralmente com as investigações da Polícia Civil, permanecendo à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. O crime levanta questões sobre a violência doméstica e o porte de armas por agentes de segurança, reacendendo o debate sobre a necessidade de acompanhamento psicológico e monitoramento do comportamento de profissionais que lidam com armamento.

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