Deputados Suspensos: Zé Trovão Chora e Sessão é Marcada por Confusão

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) se emocionou durante a sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que suspendeu seu mandato e o de outros dois parlamentares por 60 dias. A suspensão é resultado da ocupação do Plenário em agosto de 2025, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Fonte: NSC Total

O Choro de Zé Trovão e a Defesa

Durante a reunião, Zé Trovão expressou preocupação com seus funcionários, que dependem de seu salário. “Não é por conta de ter ou não ter o mandato suspenso por dois meses, mas porque ao meu redor existem famílias”, desabafou o deputado, conforme relatado pela Agência Câmara. Ele também alegou perseguição política, afirmando que “O Brasil se acostumou com a injustiça”.

“Me dói essa perseguição, porque não é contra mim, cara. Se fosse só contra mim, não... O Brasil se acostumou com a injustiça.” - Zé Trovão

A defesa de Zé Trovão, conduzida pelo advogado Eduardo Moura, argumentou que vídeos da sessão não mostram irregularidades e que testemunhas o descreveram como alguém que tentava impedir conflitos. A reportagem do NSC Total tentou contato com a assessoria do deputado, mas não obteve resposta.

Suspensão e Recursos

Além de Zé Trovão, Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS) também tiveram seus mandatos suspensos. Os três podem recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), sendo a decisão final do Plenário por maioria absoluta.

Confusão e Bate-Boca na Sessão

A sessão do Conselho de Ética foi marcada por intensos debates e discussões acaloradas. Os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Reimont (PT-RJ) protagonizaram um bate-boca com o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Van Hattem. Alencar acusou Chiquini de “deboche”, o que gerou a reação do advogado e a intervenção da Polícia Legislativa.

Reimont chegou a pedir a expulsão de Chiquini do plenário. “Ele ameaçou o deputado”, acusou Reimont. O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), solicitou a presença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O presidente do colegiado, Fabio Schiochet (União-SC), garantiu que as prerrogativas de Chiquini seriam respeitadas.

A Defesa dos Outros Deputados

Van Hattem classificou o processo como “perseguição política” e comparou sua situação à dos presos pelos atos de 8 de janeiro. Seu advogado, Jeffrey Chiquini, definiu o julgamento como uma “punição política”. Pollon criticou a recusa em pautar o projeto de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e classificou as prisões como “ilegais”.

Ocupação da Câmara em 2025: Relembre

Em agosto de 2025, deputados da oposição ocuparam o plenário em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Em setembro, a corregedoria da Câmara apresentou representações contra 14 deputados, considerando os comportamentos de Pollon, van Hattem e Trovão como os mais graves.

Qual o futuro dos deputados suspensos?

A suspensão dos mandatos dos deputados Zé Trovão, Marcos Pollon e Marcel van Hattem levanta questões sobre os limites da liberdade de expressão e as consequências de protestos políticos dentro do Congresso Nacional. Resta saber se os parlamentares recorrerão da decisão e qual será o impacto dessa suspensão em suas carreiras políticas e na representação de seus eleitores.

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